Testes confirmam gás sarin em bomba encontrada no Iraque

Testes exaustivos confirmam a presença do gás sarin, uma rama química, nos restos de uma bomba descoberta neste mês em Bagdá, informa um representante do setor de defesa. A confirmação, feita por um laboratório americano que não foi nomeado pela fonte, sustenta os resultados de testes menos minuciosos realizados anteriormente: a bomba foi feita a partir de um obus projetado para espalhar o gás no campo de batalha. A origem do obus continua um mistério, e sua determinação é uma prioridade para as Forças Armadas americanas, disse a fonte, falando sob a condição de não ter seu nome revelado. Analistas temem que o obus de 155 mm, usado como bomba em 15 de maio, seja parte de um estoque maior de armas químicas agora à disposição dos rebeldes iraquianos. Mas nenhum outro obus do tipo foi descoberto, e várias autoridades militares dizem acreditar que a peça fazia parte de um estoque muito antigo, talvez anterior à Guerra do Golfo de 1991. É provável, dizem, que nem mesmo os autores do atentado soubessem que o obus era um recipiente de arma química.

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