Texas anuncia ação contra Obama por plano de imigração

Texas anuncia ação contra Obama por plano de imigração

Outros 16 Estados também assinam processo administrativo contra o presidente americano por supostamente extrapolar suas atribuições

O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2014 | 18h56

O Texas e outros 16 Estados americanos entraram com uma ação executiva nesta quarta-feira, 3, contra o presidente Barack Obama sobre o plano de imigração anunciado no mês passado. Eles alegam que a Casa Branca extrapolou suas atribuições.

A ação federal, anunciada pelo procurador-geral do Texas, Greg Abbott, governador eleito do Estado, ocorre depois de uma série de legisladores republicanos em Estados de todo o país afirmarem que o presidente estava reescrevendo ilegalmente a Lei de Imigração sem a aprovação do Congresso e em violação da Constituição.

"A ação executiva unilateral do presidente atropela a constituição dos EUA e a lei federal", afirmou Abbott em um comunicado. Ele alega que Obama não seguiu o Ato de Procedimento Administrativo na emissão de sua diretriz de imigração. Ele também argumentou que a ação vai agravar uma crise humanitária de pessoas que tentam entrar ilegalmente no país na fronteira sul, o que exigirá um maior investimento do estado na aplicação da lei, em cuidados de saúde e em educação.

Os Estados envolvidos no processo são Alabama, Georgia, Idaho, Indiana, Kansas, Louisiana, Maine, Mississippi, Montana, Nebraska, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Texas, Utah, Virginia Ocidental e Wisconsin.

Tribunais afirmaram repedidas vezes que a imigração é uma questão de atribuição federal, não estadual. Diversos especialistas legais disseram que o presidente tem amplo poder de decisão sobre quem é deportado e quem deve permanecer no país. Especialistas em imigração também apontam que presidentes anteriores adotaram políticas semelhantes, ainda que referentes a grupos muito menores de pessoas.

Após as eleições de meio de mandato no mês passado, Obama anunciou que ele iria contornar o Congresso e implementar uma série de mudanças na política de imigração. A parte mais controverso do plano permite que cerca de quatro milhões de pessoas que estão ilegalmente nos EUA não sejam deportadas e possam obter autorizações de trabalho. / DOW JONES

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