AP Photo/Texas Department of Criminal Justice
AP Photo/Texas Department of Criminal Justice

Texas executa latino pelo assassinato de um policial em 2001

Licho Escamilla disparou três vezes contra Cristopher James em Dallas após uma briga; ele foi o 12º condenado executado no Texas

O Estado de S. Paulo

15 Outubro 2015 | 08h53

AUSTIN - O estado do Texas, nos Estados Unidos, executou na quarta-feira o latino Licho Escamilla, condenado à morte pelo assassinato do policial Christopher James em Dallas, em 2001. Escamilla, de 33 anos, foi declarado morto às 18h31 (horário local) após receber uma injeção letal na prisão de Huntsville, informou o Departamento de Justiça Criminal do estado.

Antes de morrer, o latino olhou para a filha do policial assassinado, que estava sentada a poucos metros e assistia a execução através de uma janela, e disse: “Que Deus abençoe seu coração”. Ele ainda se virou para seus parentes, que estavam em um espaço separado mas ainda o viam através de um vidro, e falou que os amava.

Suas últimas palavras foram: "O papa Francisco, o enviado de Deus, pediu ao estado do Texas para comutar minha pena de morte por uma prisão perpétua. Mas o estado rejeitou escutar o enviado de Deus e agora terá que se resolver com o próprio Deus. Que todo o mundo saiba que isto não terminou".

Companheiros de James foram a Huntsville e fizeram rugir os motores de suas motocicletas enquanto Escamilla recebia sua injeção letal.

Em 25 de novembro de 2001, quando Escamilla cometeu o crime pelo qual foi executado, a polícia já o procurava por outro assassinato cometido semanas antes na cidade de Dallas.

Sem parecer preocupado em se esconder, o jovem Escamilla, que naquela época tinha 19 anos, foi ao clube noturno no qual James prestava serviços de vigilância privada e se viu envolvido em uma briga no estacionamento do local.

James e outros três colegas que estavam fora de serviço no dia tentaram interromper a briga, mas Escamilla abriu fogo contra eles, ferindo o policial. Foi então que o latino se aproximou de James e o assassinou com três tiros na cabeça e no pescoço. Escamilla ainda tentou fugir, mas foi ferido por disparos de outros policiais, que o detiveram antes que pudesse roubar um carro com o qual pretendia escapar.

Em seu julgamento, realizado em 2002, Escamilla jogou uma jarra de água contra os membros do júri após escutar o veredito de pena de morte, agrediu as pessoas a seu ao redor e se escondeu debaixo da mesa até que os policiais o tirassem.

Escamilla se tornou o 24º condenado a ser executado em 2015 nos EUA. Destas execuções, 12 ocorreram no Texas. /EFE e ASSOCIATED PRESS

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