REUTERS/Neil Hall
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Theresa May, a tenaz nova dama de ferro

Religiosa e estudiosa, nova primeira-ministra britânica terá como desafio negociar os termos do Brexit

O Estado de S. Paulo

12 de julho de 2016 | 05h00

LONDRES - A futura premiê britânica, Theresa May, revelou três anos atrás que sofre de diabetes do tipo 1, uma doença que requer injeções diárias de insulina. Questionada sobre o diagnóstico, ele disse que lidaria com ele como faz com tudo na vida: “Irei em frente e lidarei com isso.”

A tenacidade e a defesa de posições econômicas liberais ortodoxas de May têm despertado comparações com a ex-primeira-ministra Margaret Thatcher e com a chanceler alemã, Angela Merkel. Essa mesma tenacidade a levou ao centro da política britânica após o referendo que aprovou a saída do país da UE e dividiu o Partido Conservador sobre a sucessão de David Cameron. 

Aos 59 anos, May é a ministra do Interior britânica há mais tempo no cargo e se converte na primeira mulher a chefiar o governo 25 anos após a saída de Thatcher - conquista do espaço num ambiente considerado predominantemente masculino. 

Ex-colega da futura premiê no Parlamento, Tim Yeo diz que ela não é do tipo que atrai pessoas pelo carisma e isso pode ser bom para o momento atual do país. “A cautela dela pode servir em meio ao caos que a cerca”, disse. 

Nascida em 1956, May foi criada em Oxfordshire. Filha única de um pastor anglicano, ela foi uma estudante exemplar e se aproximou das ideias do Partido Conservador ainda na adolescência. 

Como Cameron e o ex-prefeito de Londres Boris Johnson, frequentou a Universidade de Oxford. Mas, ao contrário deles, vindos de escolas de elite, frequentou instituições de ensino público. Na universidade, conviveu com Benazir Bhutto, que depois seria primeira-ministra do Paquistão. Foi ela que lhe apresentou seu marido, Phillip May.

O grande desafio de May será negociar os termos para o Brexit e os futuros laços que restarão entre os britânicos e a União Europeia, especialmente o acesso a mercados e serviços do continente. 

Mas ela buscou acalmar os membros mais eurocéticos do partido, com a promessa de que não tentará uma volta disfarçada ao bloco. “Brexit significa Brexit”, disse a futura premiê. / NYT

 

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