AFP PHOTO / POOL / Dominic Lipinski
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Theresa May é a nova primeira-ministra do Reino Unido

Líder do Partido Conservador aceitou na tarde desta quarta convite da rainha Elizabeth II para formar o governo britânico; ela deve anunciar seus novos ministros em breve, mas adiantou que não ativará até o fim do ano o artigo que inicia prazo de dois anos para deixar a União Europeia

O Estado de S. Paulo

13 de julho de 2016 | 14h58

LONDRES - A conservadora Theresa May tornou-se nesta quarta-feira, 13, a nova primeira-ministra do Reino Unido e a segunda mulher na história do país a ocupar o cargo, após aceitar o convite da rainha Elizabeth II para formar o governo britânico.

May teve uma audiência com a monarca no Palácio de Buckingham pouco depois de David Cameron apresentar sua renúncia formal como chefe do Executivo e tomou posse na residência oficial, no número 10 da Downing Street, no começo desta tarde.

A nova premiê britânica disse ao assumir o cargo que o Reino Unido enfrenta um momento de "grandes mudanças" após a votação favorável à saída do país da União Europeia (UE). Ela afirmou que seu Executivo trabalhará a favor da justiça social e para todos os cidadãos, não para "alguns poucos" privilegiados.

Ao se referir ao "Brexit", a saída britânica da UE, May garantiu que o Reino Unido "estará à altura do desafio" que há pela frente, mas acredita que o resultado será "positivo". A política rendeu tributo a seu antecessor, David Cameron, que disse que conseguiu estabilizar a economia, reduzir o déficit fiscal e ajudou milhares de pessoas a encontrarem um posto de trabalho.

"Mas o verdadeiro legado de David não é a economia, mas a justiça social", especificou a nova primeira-ministra que acrescentou que ela tem intenção de liderar um governo para "todos". "Mas, como já disse antes, lutar contra as injustiças não é suficiente."

A primeira-ministra número 76 do Reino Unido terá ainda na tarde desta quarta uma reunião com os responsáveis pelas áreas de Segurança e Inteligência do país, e espera-se que ela designe os titulares de alguns dos ministérios mais importantes do governo.

May, que era ministra do Interior, defendeu a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) durante a campanha do referendo de 23 de junho e agora tem a tarefa de elaborar o roteiro para as negociações com Bruxelas que estabelecerão os termos da ruptura com o bloco comunitário.

A nova chefe do governo, que foi ao palácio de Buckingham acompanhada de seu marido, Philip John May, antecipou que não tem intenção de ativar, pelo menos até o final do ano, o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que inicia a contagem regressiva de dois anos para tornar efetiva a saída da UE.

A sucessora de Cameron descartou que tenha a intenção de convocar eleições gerais antes do término oficial do mandato, em 2020, apesar dos pedidos de partidos da oposição neste sentido. Além disso, May tem como tarefa fechar as feridas abertas dentro do Partido Conservador desde as primeiras discussões sobre o "Brexit".

A nova premiê foi nomeada na segunda-feira como líder do partido depois que sua única concorrente após uma segunda rodada de votação no processo interno, Andrea Leadsom, desistiu de continuar na disputa. Essa decisão de Leadson permitiu a May assumir as rédeas do partido e do governo sem necessidade de se submeter a eleições internas entre os 150 mil filiados do partido, como estava previsto. / EFE e AFP

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