Theresa May propõe rediscutir fronteira entre Irlanda do Norte e Irlanda para ganhar

Theresa May propõe rediscutir fronteira entre Irlanda do Norte e Irlanda para ganhar

Chamado de “backstop”, medida anteriormente proposta por Theresa May é o ponto mais controverso do acordo e pode ser decisiva para a sua aprovação

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2019 | 16h13

LONDRES - A primeira-ministra Theresa May propôs nesta segunda-feira, 21, um novo plano para modificar o ponto mais controverso das negociações com Bruxelas sobre o Brexit: o “backstop”, mecanismo utilizado para evitar a instauração de uma fronteira entre a Irlanda (membro da União Europeia) e a Irlanda do Norte.

“Nesta semana, continuarei falando com meus colegas para considerar como poderíamos cumprir com as nossas obrigações para com os cidadãos da Irlanda do Norte e da Irlanda, de uma forma que possa obter o maior apoio possível na Câmara. E logo voltarei a levar a conclusão desses debates à União Europeia”, anunciou a premiê diante do Parlamento.

Se May conseguir criar consenso, ela pode obter o apoio dos conservadores rebeldes de seu próprio partido, o Conservador, e do Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte, que apoia seu governo. O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, de oposição, se negou a conversar até que o governo descartasse a possibilidade de um Brexit sem acordo. Outros partidos insistem em realizar um segundo referendo para decidir se o Reino Unido abandona a UE.

A União Europeia já havia rejeitado a ideia de modificar o “backstop”, mas a primeira-ministra espera usar o apoio do Parlamento para convencer Bruxelas da necessidade de renegociar esse ponto do acordo.

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Mudanças

O  governo britânico recuou da taxa que os cidadãos da União Europeia residentes no Reino Unido teriam de pagar para continuar vivendo na ilha, estimada em torno de 65 libras por adulto. Ela havia anunciado a proposta nesta manhã, junto com a possibilidade de alterar o “backstop”.

A renegociação de May ocorre após o Parlamento rejeitar com larga vantagem o seu acordo negociado com Bruxelas durante dois anos. No dia 29, os parlamentares votam a segunda versão do plano de separação, com contrapropostas em formas de emendas. / AP e EFE

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