ThyssenKrupp prepara aumento de capital, diz jornal

A companhia siderúrgica alemã ThyssenKrupp está se preparando para um aumento de capital, que pode ocorrer mais rápido do que o previsto, informou o jornal alemão Süddeutsche Zeitung neste sábado, citando fontes. De acordo com o jornal, a empresa poderia levantar entre 800 milhões e 1 bilhão de euros por meio da emissão de novas ações para investidores institucionais em algum momento entre agora e setembro.

AE, Agência Estado

10 de agosto de 2013 | 12h48

Segundo as fontes, cujos nomes não são citados na reportagem, o aumento do capital poderia inclusive ocorrer na próxima semana se os preços das ações subirem. A ThyssenKrupp publicará na terça-feira o resultado dos primeiros nove meses de seu ano fiscal.

O jornal disse ainda que a Fundação RAG é um possível novo investidor. O executivo da fundação Werner Mueller disse aos membros do Partido Social-democrata no parlamento do Estado de Renânia do Norte-Vestfália em julho que o estatuto da fundação não impede a aquisição. A Fundação RAG poderia permitir que a Fundação Krupp, que atualmente tem 25,3% das ações da ThyssenKrupp, mantivesse a participação majoritária na empresa siderúrgica. A Fundação Krupp não tem recursos financeiros para manter sua participação depois de um aumento de capital. Com isso, a RAG poderia fornecer um empréstimo ou participar diretamente do processo e as duas fundações reuniriam suas ações.

Uma porta-voz da Fundação RAG não quis comentar o assunto, mas se referiu a uma entrevista com Mueller para o semanário alemão WirtschaftsWoche em julho, onde o executivo disse não se opor ao investimento em empresas.

Já um porta-voz da ThyssenKrupp se referiu a observações anteriores feitas pela administração, que apontou que uma precondição para um aumento de capital seria a definição sobre a venda de plantas deficitárias da ThyssenKrupp no Brasil e nos Estados Unidos.

Separadamente, o Rheinische Post reportou que o empresário russo Viktor Vekselberg está interessado em comprar partes do negócio de aço europeu da ThyssenKrupp. Vekselberg detém mais de 40% de outra empresa de aço, Schmolz + Bickenbach, por meio da empresa Renova.

Um porta-voz da ThyssenKrupp disse que a reportagem é "sem sentido". "Não havia e não há qualquer negociação sobre a venda da ThyssenKrupp Steel Europe" e a administração tem várias vezes enfatizado que busca manter a Steel Europe como parte integral da ThyssenKrupp, assinalou. Fonte: Dow Jones Newswires.

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