Tibetanos exilados organizam manifestação após distúrbios

Em ato pacífico, participantes do protesto tentarão chegar ao Tibete saindo do território indiano

EFE

15 de março de 2008 | 03h43

Tibetanos exilados na Índia organizaram uma nova manifestação de protesto, depois dos distúrbios que nesta sexta-feira mataram pelo menos 10 pessoas em Lhasa, capital do Tibete, informou neste sábado a vice-presidente da Associação de Mulheres Tibetanas, B. Tsering Yeshi.   Tsering disse que se trata de uma "manifestação pacífica e sem violência", na qual os participantes tentarão chegar ao Tibete saindo do território indiano. Além disso, condenou duramente os incidentes de ontem, qualificando-os de "muito graves", e assegurou que a informação fornecida pelas autoridades chinesas "não tem credibilidade".   Segundo a ativista, que citou testemunhas, o Exército chinês desdobrou tanques na cidade de Lhasa e infiltrou membros das forças armadas disfarçados de monges tibetanos entre os manifestantes. Tsering afirmou que os protestos de sexta-feira foram liderados por monges tibetanos, e que posteriormente a população civil uniu-se à manifestação.   Na sexta-feira, cerca de 40 pessoas que se manifestavam nas proximidades da embaixada da China em Nova Délhi em solidariedade aos tibetano mortos em Lhasa foram detidas pela Polícia indiana, disse uma fonte das autoridades tibetanas no exílio.     Greve de fome     Um grupo de cem monges tibetanos exilados no Nepal, entre eles mulheres e crianças, iniciou neste sábado, 15, uma greve de fome em solidariedade para com as pessoas que morreram durante os distúrbios de Lhasa, informou um ativista pró Tibete.       "A greve de fome foi espontânea e pretende expressar nossa solidariedade para com os protestos em Lhasa e contra as mortes registradas", disse o presidente da Juventude Tibetana do Nepal e voluntário do movimento Tibete Livre, Thupten Tenzing. Ele acrescentou que, por enquanto, não se sabe durante quanto tempo permanecerão em greve de fome.     As forças de segurança nepalesas detiveram doze tibetanos em frente ao escritório da ONU na capital do país por obstruir o tráfego, disse um porta-voz policial, que acrescentou que eles poderiam ser libertados.

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