Tibetanos protestam na Índia e pedem que ONU investigue China

Mais de 2.000 tibetanos vindosde todo o nordeste da Índia se reuniram na terça-feira para suamaior manifestação dos últimos anos na região, exigindo que aONU investigue um suposto massacre de ativistas na China. Liderados por monges budistas de cabeça raspada e túnicasmarrons, alguns de apenas oito anos de idade, os manifestantesagitaram bandeiras tibetanas e percorreram as ruas de Siliguripedindo justiça e liberdade. "A ONU está observando o que está acontecendo no Tibet, masnão está fazendo nada", disse Dawa Gyalpo, que dirige umabiblioteca sobre a cultura tibetana na aldeia indiana deSalugara e ajudou na organização do protesto. "Estamos pedindoà ONU que haja uma investigação." Mulheres com trajes tibetanos tradicionais e rapazes comfaixas com a inscrição "Tibet Livre" na testa, além debandeiras tibetanas pintadas nos rostos, carregavam cartazesque exigiam que a China liberte os ativistas presos no Tibet,pare o "genocídio" da população e conceda independência àregião. Organizadores disseram que os tibetanos se reuniram nomonastério de Kala Chakra, vindos de comunidades de refugiadosnos Estados indianos de Arunachal Pradesh, Meghalaya e Nagalande também da região de Bengala Ocidental. (Reportagem de Simon Denyer)

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