Tibete anuncia prisão de 24 suspeitos de ameaça à segurança

Protestos de Lhasa se estendem a outras 3 províncias; Polícia abre fogo contra manifestantes e deixa mortos

Reuters,

19 de março de 2008 | 21h40

Autoridades do Tibete anunciaram a prisão de 24 suspeitos de ameaçarem a segurança nacional "e outros crimes graves" depois dos protestos na capital, Lhasa. "Os acusados são suspeitos de organizarem saques, tumultos, incêndios e outros crimes que ameaçam a segurança", declarou a polícia.   Veja também: Papa pede diálogo e tolerância para a crise China diz que enfrenta 'luta de vida ou morte' Protestos se espalham na China Entenda os protestos no Tibete    Suspeitos de ameaça à segurança no país são castigados com penas severas, passíveis de pena de morte. Nesta quarta-feira, os protestos de Lhasa se estenderam às províncias de Sichuan, Gansu e Qinghai, onde vive uma grande comunidade tibetana. Na cidade de Aba, em Sichuan, a polícia abriu fogo contra os manifestantes e deixou vários mortos, denunciou a ONG Centro Tibetano para os Direitos Humanos e Democracia.   "Eles (os manifestantes) ficaram loucos", disse uma policial, que afirmou que um grupo de tibetanos queimou um posto da polícia e um mercado, além de atear fogo em dois carros das forças de segurança. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e prendeu cinco pessoas, mas não há confirmação oficial sobre o número de mortos.   Ainda nesta quarta-feira, autoridades chinesas uma lista com 12 pessoas procuradas por ligação com a onda de violência que atingiu os protestos em Lhasa. Segundo o jornal britânico Guardian, os manifestantes foram identificados por meio de imagens de uma emissora de TV da cidade.   Durante esta semana, a China continuou a enviar tropas para o país. O governo chinês evita entrar em detalhes sobre suas operações militares, limitando-se a informar que a situação no Tibete está sob controle. A entrada de estrangeiros na região está proibida.

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