Tibete: autoridades perdoarão manifestantes que se renderem

Pelo acordo, protestos devem ser encerrados antes das 0h de terça-feira (13h de segunda-feira em Brasília)

EFE

15 de março de 2008 | 04h13

As forças policiais e judiciais da Região Autônoma do Tibete anunciaram neste sábado, através de uma nota, que "eximirão de punição" aqueles manifestantes que "se renderem" e "fornecerem informação sobre outros infratores", informou a agência oficial chinesa "Xinhua". A nota está assinada pelo Alto Tribunal do Tibete, a Procuradoria Regional e o Birô Regional de Segurança Pública, que pediram aos manifestantes que encerrem os protestos antes da meia-noite de terça-feira (13h de segunda-feira em Brasília) se quiserem "indulgência". As três instituições acrescentaram que os distúrbios registrados em Lhasa são "uma conspiração tramada por pessoas próximas ao Dalai Lama para separar o Tibete de sua pátria e sabotar a pacífica e harmoniosa vida desfrutada por todos os grupos étnicos no Tibete". Pequim confirmou até o momento a morte de dez pessoas, todas de nacionalidade chinesa e "civis inocentes", assim como um número indeterminado de feridos, entre eles vários policias em estado grave, nos distúrbios registrados ontem em Lhasa, os piores nos últimos 20 anos.

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