Tibete, símbolo da contradição entre fé e ateísmo

Cidade de Lhasa representa o abismo que separa a cultura tibetana da dos chineses da etnia han

Cláudia Trevisan, correspondente do Estado de S. Paulo,

14 de março de 2008 | 17h52

A presença chinesa no Tibete é marcada por contradições que começam pelo fato de o ateu Partido Comunista governar um povo para o qual a religião é um componente central da existência.   Veja também: China confirma intervenção policial em protestos no Tibete Protestos se intensificam no Tibete e China culpa dalai-lama Pelo menos dois morrem em protestos no Tibete, diz rádio Monges ateiam fogo a carros e lojas no Tibete Galeria de imagens dos protestos     A cidade de Lhasa é o retrato do abismo que separa a cultura tibetana da dos chineses da etnia han, que compõem 91,6% da população da China. Os restantes 8,4% reúnem 55 grupos chamados de minorias étnicas pelo governo de Pequim, entre os quais os tibetanos. Em uma população de 1,3 bilhão, esses 8,4% representam 110 milhões de pessoas, que têm línguas, religião, costumes e cultura próprios.   O centro antigo de Lhasa é o bairro tibetano, onde estão o templo Jokhang e o Palácio Potala, lugares de peregrinação diária de centenas de pessoas que recitam mantras enquanto caminham. A arquitetura, as roupas, os sons, a escrita, as lojas - tudo é distinto da parte nova da cidade, ocupada pelos chineses han, muitos dos quais se instalaram no Tibete com incentivo do governo de Pequim, em um movimento para garantir a integração da região à China.   Com 2,7 milhões de habitantes, o Tibete é uma das menos povoadas províncias do país, mas é a segunda maior em extensão depois de Xinjiang - onde a "minoria étnica" muçulmana é maioria. Apesar de representarem apenas 8,4% da população, as minorias étnicas ocupam 60% do território, em áreas desérticas, montanhosas e de fronteira ricas em recursos naturais.   Leia a integra desta análise na edição deste sábado, 15, no 'Estado de S. Paulo'.

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