Lionel Bonaventure/AFP
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TikTok e Netflix suspendem ações na Rússia por invasão da Ucrânia

Rede social chinesa e gigante do streaming se unem a outros nomes da tecnologia que já aplicaram sanções ao país de Putin por conta da guerra na Ucrânia

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2022 | 17h40

O TikTok  e a Netlix decidiram suspender suas atividades na Rússia por causa dos ataques de Vladimir Putin à Ucrânia. Assim como a rede social chinesa, a gigante do streaming optou por interromper o serviço de vídeo no país logo após paralisar as gravações de produções originais russas.  

Conforme divulgado pela rede social, ficam suspensas as transmissões de vídeo ao vivo no país por conta da lei russa que prevê penas de até 10 anos de prisão para quem difundir informações classificadas como “falsas” pelo governo de Vladimir Putin sobre a guerra na Ucrânia. No caso do serviço de séries e filmes, a Netflix informou a suspensão através de uma entrevista à revista america Variety, se unindo a outros nomes da tecnologia como Apple e Microsoft que já anunciaram sanções na Rússia.  "Devido às circunstâncias locais, nós decidimos suspender nosso serviço na Rússia", declarou o executivo na entrevista. 

Ambas as decisões foram anunciadas neste domingo, 6, pelas empresas. Segundo a agência russa Interfax, a companhia chinesa enviou um comunicado informando que a segurança de seus usuários continua sendo sua “prioridade máxima”. "Diante da nova lei de notícias falsas da Rússia, não temos escolha a não ser suspender a transmissão ao vivo e novos conteúdos para nosso serviço de vídeo enquanto consideramos as implicações de segurança desta lei", disse em nota.

Apesar da sanção em relação às transmissões ao vivo, o TikTok decidiu manter os envios de mensagens para o aplicativo dentro do território russo. Na última sexta-feira, 4, o órgão  de regulação das comunicações, Roskomnadzor, decidiu bloquear o acesso de usuários locais às redes sociais como Facebook e Twitter. A medida foi uma retaliação a um veto imposto pela União Europeia (EU). 

A nova legislação aprovada na sexta-feira pelo parlamento russo prevê punições com multas e penas que variam de cinco a 10 anos de prisão para quem foi "pego" divulgando informações que as autoridades russas consideram falsas sobre a guerra na Ucrânia, ou que pedem a adoção de sanções contra o país de Putin./ EFE e AFP

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