Times Square para por minuto de silêncio, antes de seguir rotina

Visitantes de ponto turístico se emocionaram no começo das cerimônias, mas depois seguiram indiferentes

Alessandra Corrêa, BBC

11 Setembro 2011 | 13h24

ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro

 

 

Nomes das vítimas dos atentados do 11 de setembro são mostrados na Times Square

 

 

Considerada um dos pontos mais movimentados de Nova York, a Times Square amanheceu tranquila neste domingo. Às 8h35 (9h35 no Brasil), horário em que a cerimônia em homenagem aos dez anos dos atentados de 11 de setembro começou a ser transmitida ao vivo nos telões, algumas dezenas de turistas ocupavam as mesas nas calçadas e na arquibancada instalada ali.

 

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Quando o prefeito Michael Bloomberg pediu um minuto de silêncio para marcar o momento em que o primeiro avião sequestrado se chocou contra a Torre Norte do World Trade Center, às 8h46, todos pararam de falar, silenciaram os celulares e guardaram as câmeras fotográficas por alguns instantes.

Alguns se mostravam emocionados. Um rapaz que sentava na arquibancada levantou, tirou o boné e baixou a cabeça em respeito às vítimas.

Para a maioria, porém, estar em férias na cidade no exato dia da cerimônia que marca os dez anos dos atentados parece ter sido uma coincidência.

No segundo minuto de silêncio, às 9h03 (hora em que o segundo avião bateu contra a Torre Sul), a adesão do público já foi menor, com alguns turistas mantendo as conversas e tirando fotos em frente ao telão.

A essa hora, também, o tráfego nas ruas próximas já havia aumentado, tornando difícil respeitar o pedido por silêncio.

Ao longo da manhã, nos quatro momentos de silêncio seguintes (que marcaram a queda de cada uma das torres, o choque do voo 77 da American Airlines contra o Pentágono e a queda do vôo 93 da United Airlines em Shanksville, na Pensilvânia), muitos já pareciam indiferentes.

Segurança

Em diversos locais da cidade, o único indício de que este é um domingo diferente é a presença de policiais nas ruas.

O reforço da segurança já era previsto, por conta das cerimônias, que tiveram a presença do presidente Barack Obama e de diversas autoridades.

No entanto, a descoberta de que a rede Al-Qaeda, responsável pelos atentados de 2001, planejava novos ataques contra Nova York e Washington neste domingo para marcar a data fez com que as duas cidades reforçassem a segurança ainda mais.

Locais de grande concentração de turistas, incluindo a Times Square, foram tomados por viaturas e policiais. Nas estações de metrô, militares armados circulavam entre os passageiros.

Túneis, pontes, garagens e qualquer local com pontencial para ser alvo de ataque ou explosão foram submetidos a varreduras constantes. Carros estacionados em locais proibidos eram retirados imediatamente.

A área ao redor do Marco Zero, que no sábado ainda estava aberta para os turistas, foi isolada, com várias ruas bloqueadas, trânsito proibido e restrição à passagem de pedestres. Apenas familiares das vítimas, autoridades, profissionais de imprensa e convidados podiam acessar o local.

 

 

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