Timorenses escolherão seu líder no domingo

Milhares de simpatizantes dos dois candidatos que concorrem nas primeiras eleições presidenciais de Timor Leste participaram hoje (12) de comícios em Díli, marcando oficialmente o fim de três semanas de campanha. "Temos o direito à independência. Conquistamos isso com nosso sangue", disse Xanana Gusmão, que é o candidato mais cotado para vencer o pleito de domingo, a cerca de 5.000 pessoas que participavam de seu ato eleitoral. Do outro lado da cidade, cerca de 1.000 simpatizantes de Francisco Xavier do Amaral estavam confiantes na vitória de seu candidato, apesar das previsões de que Gusmão vencerá com grande maioria. Por vários anos, antes de ter sido capturado e preso, Gusmão liderou uma guerrilha armada que lutou contra os militares da Indonésia, que invadiram o território depois que os portugueses se retiraram dali, em 1975. Acredita-se que cerca de 200.000 pessoas tenham morrido durante os 24 anos de administração indonésia. Amaral, que serviu por nove dias como presidente imediatamente depois da retirada portuguesa e antes da invasão indonésia, disse que espera pela derrota e que está disputando apenas para dar uma alternativa eleitoral a Gusmão. As eleições de domingo abrirão o caminho para que Timor Leste se transforme no mais novo país do mundo em 20 de maio, quando a ONU entregará o poder a um governo timorense. O organismo internacional vem administrando o Timor desde que o território escolheu, em um plebiscito realizado em agosto de 1999, pela independência. Os organizadores das eleições esperam um grande comparecimento às urnas. Mais de 2.000 observadores nacionais e internacionais acompanharão o pleito.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.