Tio deposto de líder norte-coreano está vivo, diz Seul

Influente na transição que levou Kim Jong-un ao poder, Jang Song-thaek foi afastado de cargos

O Estado de S. Paulo,

04 de dezembro de 2013 | 10h57

SEUL - O tio do líder norte-coreano Kim Jong Un está vivo e aparentemente seguro, disse o ministro de Unificação da Coreia do Sul nesta quarta-feira, uma dia após o serviço de inteligência sul-coreano informar que ele havia sido destituído de dois cargos no poder.

Jang Song-thaek, considerado o segundo homem mais poderoso na reclusa e empobrecida Coreia do Norte, foi visto em público no início de novembro em uma partida de basquete entre a seleção norte-coreana e um combinado de equipes japonesas, em Pyongyang.

"Tomei conhecimento de que Jang Song Thaek não corre nenhum perigo físico", disse o ministro de Unificação, Ryoo Kihl-jae, a parlamentares em uma reunião de emergência em Seul. A reunião foi convocada para discutir as mudanças no Norte, que tecnicamente permanece em estado de guerra com o Sul já que o conflito de 1950-53 terminou apenas com uma trégua.

A mulher de Jang, Kim Kyong-rui, também parece estar segura, acrescentou Ryoo, sem dar mais detalhes. Jang já passou por outros momentos turbulentos na política, em grande parte graças a seu casamento por vezes conturbado a filha do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung. Autoridades de inteligência do Sul disseram acreditar que duas pessoas próximas a Jang foram executadas no mês passado por corrupção.

Jang provavelmente foi destituído do cargo de vice-diretor da poderosa Comissão Nacional de Defesa e da diretoria do Partido dos Trabalhadores, disse o parlamentar Jung Cheong-rae, atribuindo as informações a um oficial do serviço de inteligência Coreia do Sul.

Analistas que acompanham a estrutura de poder da Coreia do Norte dizem que a remoção de Jang não seria possível sem a aprovação de Kim Jong Un. A medida deve aumentar o poder de outra autoridade de destaque, Choe Ryong-rae, um dos principais operadores políticos do Exército, o que pode significar uma vitória simbólica para as Forças Armadas.  / REUTERS

 

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