Cézaro De Luca/EFE
Cézaro De Luca/EFE

Tiro que matou Nisman foi dado a menos de um centímetro, diz autópsia

Viviana Fein, a fiscal que investiga a morte de promotor argentino, disse que não houve participação de outras pessoas no episódio

O Estado de S. Paulo

24 de janeiro de 2015 | 18h33

BUENOS AIRES - Viviana Fein, a fiscal que investiga a morte de Alberto Nisman, disse neste sábado, 24, os dados da autópsia comprovaram que o disparo que matou o promotor foi feito a uma distância inferir a um centímetro a partir da arma encontrada junto ao corpo e que "não se infere a participação de terceiras pessoas" em sua morte.

"A arma foi apoiada sobre a têmpora. A autópsia é a única medida de prova. O disparo foi a uma distância de não mais de um centímetro", disse Viviana, em entrevista por telefone ao canal Todo Noticias. Ela detalhou que a bala atravessou a massa encefálica sem orifício de saída e causou a morte instantânea, conforme a autópsia.

"O projétil retirado da massa encefálica corresponde de maneira categórica à arma calibre 22 achada no lugar do fato", disse a fiscal, detalhando que a hora aproximada da morte foi meio-dia de domingo.

"No expediente anterior à autópsia, me informaram que não se infere a participação de terceiras pessoas por duas razões: em primeiro lugar, pelo espasmo cadavérico que apresentava a mão e, em segundo, a falta de lesões traumáticas no corpo de Nisman", explicou a fiscal.

Nisman morreu no último domingo, cinco dias depois de denunciar a presidente Cristina Kirchner, o chanceler Héctor Timerman e vários dirigentes do governo por supostamente ter orquestrado um plano para encobrir os possíveis responsáveis iranianos pelo atentado contra a Associação Mutual Israelinta Argentina (Amia), em 1994, em troca de intensificar as relações comerciais com o Irã. / EFE

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