Tiros aterrorizam escola palco de massacre em 2007

Atirador mata policial e se suicida em estacionamento da Virginia Tech, a universidade dos EUA onde 33 morreram há quatro anos

BLACKSBURG, EUA, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2011 | 03h02

Mais de quatro anos após um dos piores massacres escolares da história dos EUA, que deixou 33 mortos e 29 feridos em abril de 2007, a Universidade de Virginia Tech, em Blacksburg, na Virgínia, viveu ontem um novo episódio de violência. Um atirador matou um policial em um estacionamento do câmpus e aparentemente se suicidou em uma área próxima.

O atirador foi identificado como um homem branco, de calça de ginástica, boné cinza e agasalho verde. Armado e carregando uma mochila, ele entrou no estacionamento por volta do meio-dia (horário local), informou a universidade em seu site.

Segundo o sargento Robert Carpentieri, o atirador disparou no policial enquanto ele parava um automóvel em uma blitz e fugiu para outro estacionamento próximo do Instituto de Bioinformática. Ali, foi encontrado seu cadáver, ao lado de uma arma. Por volta das 19h30 (horário de Brasília) o atirador foi dado como morto por fontes policiais. O sargento Carpentieri disse que ainda não há nenhum indício sobre o que motivou o ataque.

Todos os prédios do câmpus foram fechados e os estudantes foram orientados a não sair de onde estavam. Quatro horas depois, a escola foi reaberta. A polícia da Virgínia, agentes da Swat e do FBI foram deslocados para a universidade após o alerta. O tiroteio ocorreu no mesmo dia em que a universidade recorreu de uma multa de US$ 55 mil imposta pelo Departamento de Educação, em razão da reação lenta ao tiroteio de 2007.

"Todos os alunos foram orientados a não sair de seus prédios, trancar as portas e ficar longe das janelas", disse a porta-voz da Virginia Tech Dana Cruikshank.

O câmpus não estava lotado. As aulas acabaram na quarta-feira e os alunos preparavam-se para as provas de final de semestre, que foram suspensas. O episódio provocou uma sensação de temor entre estudantes.

"É uma loucura que alguém faça algo assim depois de tudo que aconteceu em 2007", afirmou o aluno Corey Smith, estudante do segundo ano à agência AP. O estudante de física Harry Whyte disse que estava comprando um sanduíche quando recebeu o alerta por celular. "Não me assustei em princípio porque achei que era alarme falso", disse. "Só então vi que tinha alguém armado."

Alerta. Em agosto, o câmpus da escola tinha sido fechado após uma denúncia de que um homem armado estaria rondando a universidade. Os alunos, funcionários e professores receberam alertas por e-mail, pela internet e por celular para não deixar seus prédios. Depois de cinco horas, nenhum suspeito foi encontrado nos 150 edifícios que compõem o câmpus de 10,5km² e o alerta foi levantado.

"Estamos em uma nova era. Obviamente, o câmpus vivenciou algo terrível", disse, na ocasião, o porta-voz Larry Hincker. "Independentemente da sua intuição, você é forçado a emitir o alerta." / REUTERS e AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.