Tiros voltam a aterrorizar escola dos EUA onde 33 morreram em 2007

Mais de quatro anos depois de um dos piores massacres escolares da história dos EUA, que deixou 33 mortos e 29 feridos em abril de 2007, a Universidade de Virginia Tech, em Blacksburg, na Virgínia, viveu ontem um novo episódio de violência. Um atirador matou um policial que o parou numa blitz e fugiu para um estacionamento próximo, onde um segundo corpo - suspeita-se, do próprio invasor - foi encontrado.

BLACKSBURG, EUA, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2011 | 03h06

O atirador foi identificado como um homem branco, de calça de ginástica, boné cinza e agasalho verde. Armado e carregando uma mochila, ele entrou no estacionamento por volta do meio-dia (horário local), informou a universidade em seu site.

Após atirar no policial, fugiu para outro estacionamento próximo do Instituto de Bioinformática. Ali, foi encontrado um segundo cadáver, ao lado de uma arma. Por volta das 19h30 (horário de Brasília) o atirador foi dado como morto por fontes policiais. A polícia da Virgínia evitou confirmar se o atirador e a segunda vítima eram a mesma pessoa.

Todos os prédios do câmpus foram fechados e os estudantes foram orientados a não sair de onde estavam. Quatro horas depois, a escola foi reaberta.

A polícia da Virgínia, agentes da Swat e do FBI foram deslocados para a universidade após o alerta. O tiroteio ocorreu no mesmo dia em que a universidade recorreu de uma multa de US$ 55 mil imposta pelo Departamento de Educação, em razão da reação lenta ao tiroteio de 2007.

"Todos os alunos foram orientados a não sair de seus prédios, trancar as portas e ficar longe das janelas", disse a porta-voz da Virginia Tech Dana Cruikshank.

O câmpus não estava lotado. As aulas acabaram na quarta-feira e os alunos preparavam-se para as provas de final de semestre, que foram suspensas. O episódio provocou uma sensação de temor entre estudantes. "As coisas estão agitadas", disse Matthew Spencer, um dos 25 mil alunos da universidade, a uma afiliada da TV NBC. "É assustador que isso aconteça de novo."

"É uma loucura que alguém faça algo assim depois de tudo que aconteceu em 2007", afirmou o aluno Corey Smith, estudante do segundo ano à agência AP.

O estudante de física Harry Whyte disse que estava comprando um sanduíche quando recebeu o alerta por celular. "Não me assustei em princípio porque achei que era alarme falso", disse. "Só então vi que tinha alguém armado."

Alerta. Em agosto, o câmpus da escola tinha sido fechado após uma denúncia de que um homem armado estaria rondando a universidade. Os alunos, funcionários e professores receberam alertas por e-mail, pela internet e por celular para não deixar seus prédios. Depois de cinco horas, nenhum suspeito foi encontrado nos 150 edifícios que compõem o câmpus de 10,5km² e o alerta foi levantado.

"Estamos em uma nova era. Obviamente, o câmpus vivenciou algo terrível", disse, na ocasião, o porta-voz Larry Hincker. "Independentemente da sua intuição, você é forçado a emitir o alerta." / REUTERS e AP

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