AP Photo/Geert Vanden Wijngaert
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Tiroteio em Liège deixa três mortos; autoridades investigam suposto ataque terrorista

Agressor, que não estava fichado por radicalização, desarmou um policial e efetuou disparos em avenida do centro da cidade após ser surpreendido em um controle rotineiro; ele teria gritado 'Allahu Akbar' (Alá é grande) antes de ser morto por agentes de segurança

O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 09h27

BRUXELAS - Um homem matou dois policiais e a passageira de um veículo na cidade de Liège, na Bélgica, durante um tiroteio ocorrido nesta terça-feira, 29, por volta das 10h30 (5h30 de Brasília), fato que a Promotoria Federal investiga como suposto caso de terrorismo.

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De acordo com fontes, outros dois policiais ficaram feridos e o autor dos disparos foi mortos pelas forças locais. Segundo veículos de imprensa, como o jornal "La Libre Belgique", o agressor teria gritado "Allahu Akbar" (Alá é grande) durante o ataque.

O homem, nascido em 1982, efetuou os disparos em uma avenida do centro de Liège (leste da Bélgica) após ser surpreendido em um controle rotineiro nas portas do Café dês Agustins.

O suposto terrorista desarmou um dos policiais e após disparar sobre os agentes, tentou se refugiar no Atheneum Léonie De Waha, onde fez uma funcionária da limpeza como refém. A mulher foi salva.

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O agressor foi morto pela polícia no centro educativo e os estudantes do local estão sob proteção policial sem que nenhum deles tenha ficado ferido, informou o Centro de Crise da Bélgica.

A emissora de rádio RTL indicou que o indivíduo saiu ontem da prisão de Lantin, onde cumpria pena por crimes menores e havia tido contato detidos radicalizados, enquanto emissora RTBF afirma que ele não estava fichado por radicalização.

A avenida onde ocorreu o tiroteio foi fechada ao tráfego e o prefeito de Liège, Willy Demeyer, foi ao local dos fatos.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, disse em entrevista à RTL que trata-se de um incidente "grave", que está sob responsabilidade do ministro do Interior, Khan Jambon, do titular de Justiça, Koen Geens, e do Centro de Crise nacional, que não elevou o alerta antiterrorista do país, que se mantém em nível 2 de 4.

"Em nome do Governo, todo o nosso apoio às famílias das vítimas", acrescentou o chefe do Executivo. / 

Histórico

Os policiais e militares foram alvos de várias agressões desde 2016 na Bélgica, onde o grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou um atentado em março de 2016, que deixou 32 mortos no metrô e aeroporto de Bruxelas.

O último ataque considerado "terrorista" no país aconteceu em 25 de agosto de 2017, quando um homem de 30 anos de origem somali atacou, com uma faca, dois soldados aos gritos de "Allahu Akbar" no centro de Bruxelas. Um soldado ficou levemente ferido e o autor do ataque foi morto. / EFE e AFP

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