Tiroteio em prisão de Ciudad Juárez deixa 17 mortos

Motivo do enfrentamento foi acerto de contas entre grupos rivais, dizem autoridades

Reuters

26 de julho de 2011 | 20h01

CIUDAD JUÁREZ - Um enfrentamento entre presos de uma penitenciária da cidade de Ciudad Juárez, no norte do México, deixou ao menos 17 mortos, informaram nesta terça-feira, 26, as autoridades locais. Houve troca de tiros entre os grupos envolvidos. A cidade é um dos piores focos de violência do narcotráfico no México, principalmente pela luta dos cartéis de Juárez e de Sinaloa.

 

Três detentos entraram armados em um local onde se encontravam outros 13 presos e teve início o confronto. Segundo as autoridades do Estado de Chihuahua, o motivo era um acerto de contas entre bandos rivais. "Foi um ajuste de problemas entre os grupos dentro da prisão", disse o porta-voz da promotoria do Estado, Carlos Gonzales. Entre os mortos, havia uma mulher.

 

A maioria das vítimas do enfrentamento na prisão era de detidos por acusações de homicídio, sequestro, extorsão e posse ilegal de armas, disse o porta-voz da prefeitura, Luis Carlos Cano.

 

O secretário de Segurança Pública municipal, Julián Leyzaola, alegou que agentes da Polícia Federal estiveram envolvidos no ocorrido. Ele disse que quando chegou ao local para verificar o incidente com os presos, um grupo de policiais abriu fogo contra seu carro. "De repente escutei disparos contra meu veículo. Havia entre dez e 15 agentes, todos atirando contra mim", afirmou. A Secretaria de Segurança Pública Federal não comentou.

 

O prefeito da cidade afirmou que a Polícia Federal decidiu retirar seus homens da localidade sob o argumento de que a situação estava sob controle e de que era preciso reforçar a segurança em Guadalajara, onde serão realizados os Jogos Pan-americanos em outubro. Os cerca de 4 mil agentes realizavam as tarefas de segurança desde 2010.

 

Mais de 40 mil pessoas morreram desde que o presidente mexicano Felipe Calderón lançou uma campanha de tolerância zero contra os cartéis de drogas, em dezembro de 2006, seja por enfrentamentos com as autoridades ou com grupos de narcotraficantes.

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