Tiroteio interrompe ato de Capriles em bairro de Caracas

Oposição acusa PSUV de incitar tumulto durante caminhada do candidato que enfrentará Chávez na eleição de outubro

CARACAS , / AFP, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2012 | 03h06

Uma caminhada do candidato de oposição à presidência venezuelana, Henrique Capriles Radonski, pela periferia de Caracas, ontem, foi interrompida por um tumulto provocado por homens armados. O candidato acusou o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), legenda do presidente Hugo Chávez, de estar por trás do tiroteio.

O incidente ocorreu enquanto Capriles e militantes da Mesa da Unidade Democrática - coalizão de oposição formada para enfrentar o presidente - caminhavam pelas ruas de Cotiza, um bairro no extremo norte da capital venezuelana.

Homens armados e, segundo testemunhas, usando lenços do PSUV atacaram o grupo que seguia Capriles. Um dos militantes, filho de um candidato municipal da Mesa, saiu ferido.

Capriles condenou o ato em mensagens enviadas por seu perfil no Twitter. "Enviados do PSUV tentaram impedir a tiros nossa visita a Cotiza, mas o povo saiu (às ruas) para nos receber", anunciou. "Este governo central representa caos e violência, hoje demonstrou o medo que tem do futuro. O futuro será de paz e tranquilidade para a Venezuela", declarou.

Uma equipe da emissora de televisão Globovisión, que acompanhava o ato de Capriles, também foi atacada durante a confusão. Câmeras e outros equipamentos levados pelos jornalistas foram roubados.

O administrador metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, também da oposição a Chávez, disse ter confirmado que houve um ferido no tumulto. "Trata-se do jovem estudante de medicina Ismael García filho", afirmou. Ledezma também disse que o rapaz foi levado a um hospital e está em observação.

O governo e o PSUV ainda não se pronunciaram sobre as acusações feitas por Capriles. O candidato anunciou que concederá uma entrevista coletiva hoje para falar sobre os incidentes em Cotiza.

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