Michael P. King/Wisconsin State Journal via AP
Michael P. King/Wisconsin State Journal via AP

Tiroteio marca terceira noite de protestos anti-Trump nos EUA

Em Portland, uma pessoa foi baleada quando a multidão atravessava a ponte do rio Willamette; protestos crescem em Nova York e na Califórnia

O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2016 | 12h39

Pela terceira noite seguida, milhares de manifestantes anti-Trump marcharam pelas ruas de algumas das principais cidades dos EUA. Nas regiões que deram mais votos para a candidata democrata, Hillary Clinton, o número de pessoas nos protestos cresceu exponencialmente. Em Nova York, eram 10 mil pessoas nas ruas na madrugada deste sábado, 12; outros 6 mil manifestantes se reuniram em Oakland, na Califórnia, e 4 mil em Portland, no Oregon. 

Em Portland, os manifestantes bloquearam trilhos de trem, o que causou atrasos no sistema de transporte da cidade. Em outro momento, quando uma multidão atravessava a ponte do rio Wilammete, uma pessoa que participava da manifestação foi baleada por um homem que saiu de um veículo e entrou em confronto com ele. De acordo com a polícia da cidade, a vítima foi levada para o hospital, e não corre risco de morte. O suspeito fugiu após o tiroteio. 

Os protestos em todo o país começaram na quarta-feira, 9, já no dia seguinte à eleição de Donald Trump. Com gritos de "Not my president", milhares de pessoas também marcharam em Miami. Eles levavam cartazes que diziam "Love Trumps Hate". Os manifestantes foram para a MacArthur Causeway, uma estrada muito transitada entre Miami e Miami Beach, bloqueando o tráfego em ambas as direções, de acordo com o Departamento de Polícia. Eles liberaram a via e voltaram para o centro da cidade.

"As pessoas não têm qualquer confiança de que Trump vai jogar de acordo com as regras", disse Dan Sullivan, um advogado de Dallas que ajudou a organizar o protesto da noite de quinta-feira naquela cidade. "Eles se sentem sob ataque, que seus direitos vão ser tirado deles."

Na Filadélfia, Linette Kielinski marchou com um grande número de mulheres após uma vigília à luz de velas na noite de quinta-feira. "Eu só não quero ficar para trás e chorar em minha casa, eu quero sair e ser ouvida", disse a fotógrafa de 38 anos.

Ela disse que se preocupa com o que acontecerá com seus amigos homossexuais, transexuais e muçulmanos, por causa de possíveis mudanças legislativas e o que ela considera uma hostilidade pública maior para com esses grupos. "As pessoas têm medo", disse./DOW JONES E AP

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