Tiroteio no Museu do Holocausto nos EUA deixa 1 morto

Um atirador idoso abriu fogo hoje com um rifle no Museu do Holocausto, em Washington, matando um guarda, antes de receber tiros e ser detido. Autoridades dizem que o atirador é suspeito de pertencer a um grupo supremacista branco. O atirador foi hospitalizado em estado grave, disse o prefeito de Washington, Adrian Fenty. A chefe de polícia Cathy Lanier afirmou que o atirador "foi enfrentado imediatamente pelos guardas após entrar no museu com um rifle". Segundo ela, na hora em que ele entrou no recinto "começou a disparar a arma". Os funcionários do museu identificaram o guarda morto como Stephen T. Johns. O museu foi fechado após o tiroteio.

AE-AP, Agencia Estado

10 de junho de 2009 | 20h01

Um policial disse que James Von Brunn, de 89 anos, um supremacista branco, está sob investigação pelo tiroteio. Um outro policial afirmou que o carro do idoso foi encontrado nas vizinhanças do museu. Os policiais falaram sob anonimato, ao dizer que não estavam autorizados a comentar uma investigação ainda em fase inicial. Von Brunn tem um site antissemita e racista e escreveu um livro titulado "Matem os Melhores Gentios".

Em 1983, ele foi condenado por tentar sequestrar os dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. Dois anos antes, ele foi detido com um revólver, uma faca e munição perto da sala onde os dirigentes do Fed estavam reunidos. Na época, a polícia disse que Von Brunn queria sequestrar os dirigentes do banco por causa da recessão da era Reagan e das altas taxas de juros vigentes nos Estados Unidos.

Já escritos atribuídos a Von Brunn na internet dizem que o Holocausto era uma farsa e denunciam uma conspiração judaica para "destruir o gene dos brancos". "Em Auschwitz, o mito do ''holocausto'' virou realidade e a Alemanha, pérola cultural do Ocidente, virou um pária entre as nações do mundo", diz o escrito. O Museu do Holocausto em Washington exibe objetos, fotos e escritos relacionados ao Holocausto, o genocídio de seis milhões de judeus europeus pelo regime nazista entre 1939 e 1945.

Em um e-mail, a diretora do museu Sara Bloomfield disse que o guarda do museu "morreu como herói cumprindo seu dever". Linda Elston, que visitava o museu, disse que estava em um pavimento baixo do prédio assistindo a um filme sobre o Holocausto, quando ela e as outras pessoas receberam a ordem de deixar imediatamente o local. "Estava muito cheio, totalmente lotado", disse Elston. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lamentou o ataque, segundo o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs.

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