INTERNET | 16.09.2015
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'Tivemos que nos apoiar nas paredes para não cair', relata morador de Santiago

Em depoimento, Marcelo Eduardo Zagal Campos descreve como foi o terremoto de magnitude 8,3 que atingiu o Chile na noite de ontem

O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2015 | 08h37

Confira abaixo o depoimento de Marcelo Eduardo Zagal Campos, 46 anos, concedido ao jornalista Roberto Bascchera. Campos é gerente de maquinaria de uma mineradora chilena e mora na zona norte de Santiago.

"Novamente um terremoto, e agora de magnitude 8,3, abala o Chile. Felizmente, estava em casa com minha mulher, Michelle, e meus filhos Constance e Gonzalo. Todos ficamos muito assustados. Novos tremores, de até 6,8 graus, nos deixaram atentos e unidos.

Tudo começou com um som profundo, os movimentos foram secos e fortes. Lâmpadas balançaram. Vimos a intensidade real do terremoto quando tivemos de nos apoiar nas paredes para não cair enquanto tentávamos chegar no quarto das crianças. Ficamos todos juntos e procuramos um local seguro dentro de casa.

O terremoto continuou. Foi quando começamos a ouvir sons de coisas caindo dentro de casa: quadros, objetos de decoração e televisores. O ruído dos móveis se arrastando parecia o de uma mudança. Foram quase dois minutos até tudo se acalmar. A casa ficou em uma grande desordem.

Temos sorte, estamos bem e sem grandes danos. Assistimos ao noticiário na televisão e vimos que compatriotas em áreas costeiras estão evacuando suas casas por causa dos alertas de tsunami.

Os telefones não funcionam. As conexões com amigos e familiares são feitas pelas redes sociais. Recebemos muitas mensagens de amigos brasileiros.

Quando as comunicações forem refeitas, entrarei em contato com os colaboradores da empresa em que trabalho para ver se estão todos bem."

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