REUTERS/Carlos Barria
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'Todas as opções estão sobre a mesa', diz Trump sobre a Venezuela

Em Nova York, onde preside reunião do Conselho de Segurança da ONU, presidente americano diz que 'quer ver a Venezuela endireitada' e que aceitaria se reunir com Nicolás Maduro se isso puder ajudar as pessoas do país bolivariano

O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2018 | 11h07
Atualizado 26 Setembro 2018 | 11h37

NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 26, que está disposto a se reunir com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se isso ajudar a Venezuela, e garantiu que todas as opções permanecem sobre a mesa.

“Eu só quero ver a Venezuela endireitada. Quero que as pessoas tenham segurança. Nós vamos cuidar da Venezuela. O que acontece na Venezuela é uma vergonha”, disse Trump a repórteres em Nova York, onde participa da Assembleia-Geral da ONU - nesta quarta, ele também preside reunião do Conselho de Segurança.

Perguntado sobre um possível encontro com Maduro, Trump respondeu: “Se ele estiver aqui, se ele quiser se encontrar... isso não estava na minha cabeça, não era minha ideia, mas se eu puder ajudar as pessoas é para isso que estou aqui”.

"Todas as opções estão sobre a mesa, todas. As fortes e as menos fortes", disse Trump à margem da Assembleia-Geral da ONU. "Já sabem o que quero dize com forte", disse, em referência a uma possível intervenção militar dos EUA.

Na terça-feira, Trump disse que Maduro poderia ser derrubado "rapidamente" se os militares venezuelanos desejassem e anunciou sanções contra uma série de venezuelanos, incluindo a primeira-dama, Cilia Flores, e outros três colaboradores próximos a Maduro.

Cerca de um ano atrás, Trump disse que os EUA tinham uma "opção militar" sobre a crise na Venezuela, declaração que foi condenada até mesmo por aliados dos americanos na América Latina.

Caos

Depois de duas décadas de governos chavistas, a economia da Venezuela está perto do colapso: o país com as maiores reservas comprovada de petróleo enfrenta uma grave escassez de alimentos e medicamentos. Mais de 1,6 milhão de venezuelanos fugiram do país desde 2015 e a inflação pode chegar a 1.000.000% neste ano, segundo o FMI.

Neste mês, o diário The New York Times afirmou que diplomatas americanos se reuniram três vezes em segredo com militares venezuelanos que planejavam um golpe contra maduro.

As reuniões incluíram um ex-comandante militar venezuelano que está na lista das pessoas sob sanção do governo americano, segundo o jornal.

Mas Washington não forneceu nenhum apoio material aos dissidentes venezuelanos e os planos de tirar Maduro do poder fracassaram depois da recente onda de prisões de militares rebeldes, segundo o NYT. / AFP e REUTERS

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