EFE/EPA/KIMIMASA MAYAMA
EFE/EPA/KIMIMASA MAYAMA

'Todo mundo deveria visitar Hiroshima, e espero que Obama o faça', diz Kerry

Em viagem a cidade bombardeada pelos EUA na 2ª Guerra, Secretário de Estado dos EUA disse que 'nunca esquecerá' sua visita ao histórico local; chanceleres do G-7 se reúnem na cidade

O Estado de S. Paulo

11 Abril 2016 | 08h20

HIROSHIMA, JAPÃO - O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou nesta segunda-feira, 11, que "todo mundo deveria visitar Hiroshima", e expressou seu desejo de que Barack Obama seja o primeiro presidente americano a viajar a esta cidade japonesa atacada com uma bomba atômica americana.

"Nunca poderei esquecer minha visita a Hiroshima", disse em entrevista coletiva Kerry, que se mostrou "profundamente comovido e honrado" após se tornar o primeiro chefe da diplomacia de Washington a visitar o Museu e o Parque da Paz da cidade, que homenageia as vítimas da bomba lançada pelos EUA ao final da 2ª Guerra.

Kerry fez esta visita junto ao chanceler japonês, Fumio Kishida, que nasceu nesta cidade do oeste do Japão, e ambos foram acompanhados dos titulares de Relações Exteriores dos outros países do G7, no marco da reunião deste grupo que termina hoje em Hiroshima.

O secretário de Estado americano qualificou de "impactante e estremecedora" a exibição permanente do Museu Memorial da Paz, centrada nos efeitos sobre a cidade e seus habitantes causados pela bomba nuclear jogada no dia 6 de agosto de 1945.

"É um reflexo da extraordinária complexidade que representam as decisões tomadas em tempo de guerra, e do que estas representam para as pessoas", disse Kerry, destacando em particular as fotografias de vítimas da explosão nuclear e uma recriação da cidade antes e depois do bombardeio.

Em razão do ato de hoje, a imprensa dos EUA falou sobre a possibilidade de que Barack Obama se torne o primeiro presidente do país a visitar Hiroshima, aproveitando sua viagem ao Japão para participar da cúpula de líderes do G7 entre os dias 26 e 27 de maio no parque natural de Ise-Shima. / EFE

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