Toledo enfrenta críticas e impopularidade no Peru

O presidente Alejandro Toledo completou hoje os primeiros 100 dias à frente do governo do Peru, em meio a uma crescente onda de críticas e uma forte queda em seu índice de popularidade. São várias as razões alegadas para as críticas ao mandatário, desde o adiamento de decisões importantes até seus altos honorários e a prática do nepotismo, já que ele mantém um sobrinho como assessor. A aprovação à sua gestão, que era de 59% logo após ele assumir o mandato, caiu para 42%. Para o chefe de seu gabinete, Roberto Dañino, as pesquisas são conjunturais e passageiras. "Estamos falando de coisas secundárias, vamos ao fundamental... o Peru deveria estar orgulhoso porque conseguimos que a comunidade internacional avalize nossos programas econômico e social", disse Dañino nesta segunda-feira. Analistas haviam previsto, no início do novo governo, que, devido aos problemas econômicos do Peru e as expectativas sociais de uma melhoria econômica, o período de "lua de mel" entre Toledo e a população não duraria muito. Nas últimas semanas, diversos grupos, organizações sociais, categorias profissionais e sindicatos saíram às ruas para exigir que Toledo cumpra suas promessas eleitorais. Entre elas, a principal era a geração de postos de trabalho, num país onde o desemprego e o subemprego chegam a 72%. Alguns analistas indicam que a popularidade de Toledo não está tão mal se comparada à que tinha Fujimori em setembro de 1990, dois meses após iniciar seu primeiro mandato. Mas uma unanimidade em todas as pesquisas de opinião é falta de clareza da população a respeito do novo governo: uma sondagem realizada na Universidade de Lima mostrou que 38% dos habitantes da capital peruana não sabiam o que responder, quando interrogados, sobre a principal conquista de Toledo em seus primeiros três meses de governo, e 26% responderam que não havia sido nenhuma.

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