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Presidente de Mianmar toma posse e encerra uma das ditaduras mais longas do mundo

Htin Kyaw é amigo da líder do movimento democrático, Aung San Suu Kyi, e assume a presidência do país no lugar do ex-general Thein Sein

O Estado de S. Paulo

30 de março de 2016 | 11h27

BANGCOC - O presidente de Mianmar Htin Kyaw tomou posse nesta quarta-feira, 30, tornando-se o primeiro eleito de forma democrática no país em mais de 50 anos, após jurar o cargo em cerimônia no Parlamento da capital Naypyidaw.

Kyaw, de 69 anos, foi eleito este mês pelo Legislativo, onde a Liga Nacional para a Democracia (LND) dispõe de maioria absoluta graças a sua vitória arrasadora nas eleições de novembro de 2015.

O novo presidente jurou ao lado de seus dois vice-presidentes, o tenente-general Mying Swe e o deputado da LND, cristão e da minoria chin, Henry Van Thio, em um breve ato transmitido pelo canal de televisão do Parlamento.

"A União Parlamentar me elegeu como presidente, o que é um momento histórico para este país", declarou Kyaw em um discurso depois de tomar posse. Ele prometeu trabalhar pela reconciliação nacional, lutar para alcançar a paz com rebeldes étnicos e melhorar a vida dos 54 milhões habitantes.

Kyaw é amigo da líder do movimento democrático, Aung San Suu Kyi, e assume a presidência no lugar do ex-general Thein Sein, que chegou ao poder em 2011 após eleições organizadas pela última junta militar.

A transferência de poderes entre os dois será formalizada nesta quarta-feira em outro evento no palácio presidencial, que será concluído com um jantar.

O novo presidente governará como homem de confiança de Aung San, que não pôde concorrer ao cargo em razão de uma norma da Constituição, aprovada pela última junta militar, que veta candidatos com familiares estrangeiros.

A ganhadora do Nobel da Paz, cujos dois filhos têm passaportes britânicos, disse em campanha que seria a líder do governo, no qual ficará responsável por quatro ministérios: Relações Exteriores, Eletricidade e Energia, Educação e Escritório da Presidência.

Aung San jurou como ministra do novo governo do país ao lado dos outros 17 integrantes do novo Executivo.

O novo presidente começará seu mandato em 1º de abril. /EFE e ASSOCIATED PRESS

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