Tomada do Palácio de Justiça de Bogotá completa 30 anos

Santos deve fazer pronunciamento para homenagear as 98 vítimas do cerco feito pelo M19 à sede do Judiciário colombiano em Bogotá

O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2015 | 02h00

BOGOTÁ - Há 30 anos, guerrilheiros do Movimento 19 de Abril (M19) invadiram o Palácio de Justiça de Bogotá, na Colômbia. Na ocupação, que durou dois dias, 98 pessoas morreram, entre elas 11 juízes da Suprema Corte do país, em um dos episódios mais sangrentos do conflito na Colômbia. 

Na época, o grupo disse que a invasão do palácio era uma represália ao descumprimento de um cessar-fogo acordado entre grupos guerrilheiros e o presidente Belisário Betancur, em 1984. 

Nesta semana, a Colômbia lembra os 30 anos do massacre. O presidente Juan Manuel Santos deve pedir nesta sexta-feira, 6, em discurso à nação, perdão pela ação do governo no sequestro, nos quais morreram policiais, guerrilheiros, magistrados e civis. 

Na terça-feira, Betancur também pediu perdão por seu papel no episódio. "Se cometi erros, peço perdão a meus compatriotas", escreveu.  Até hoje, famílias de desaparecidos no ataque esperam notícias de parentes. 

O episódio também foi retratado na série Narcos, do Netflix, que destaca a importância do Cartel de Medellín, liderado por Pablo Escobar, no ataque. Apesar de a hipótese ter sido cogitada na época do ataque, a investigação do Tribunal Especial sobre o atentado concluiu que "o M19 atuou sozinho".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.