Tomografia confirma recuperação de Cristina Kirchner

A presidente Cristina Kirchner realizou na noite de quarta-feira uma tomografia do cérebro no Hospital Fundação Favaloro. Este exame era parte dos controles médicos programados desde que realizou no dia 8 de outubro uma cirurgia nas membranas cerebrais para remover um hematoma causado por um traumatismo craniano.

ARIEL PALACIOS, CORRESPONDENTE, Agência Estado

24 de outubro de 2013 | 11h09

Segundo o comunicado médico, os exames "apresentam uma evolução normal para o tempo transcorrido desde a cirurgia". Além disso, o comunicado indica que a presidente continuará com repouso "até que sejam cumpridos 30 dias da operação, realizando oportunamente nova avaliação". De acordo com o boletim, Cristina pode realizar caminhadas, mas não exercícios que exijam grande esforço físico, e deverá evitar as situações de estresse.

Horas antes do exame, a Casa Rosada havia divulgado uma carta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na qual ele expressa "alegria" pelo fato "da recente operação ter ido bem". O presidente americano desejou à colega argentina "uma completa e rápida recuperação".

Há 11 dias ela deixou o hospital e foi para a residência presidencial de Olivos. Os médicos, ao saírem da operação, lhe ordenaram uma licença de "estrito repouso" de um mês. A equipe médica também proibiu que a presidente faça viagens em avião nesse período de recuperação.

No fim de semana, a presidente retomou, de forma gradual, suas caminhadas pelos jardins da residência presidencial de Olivos. Somente um pequeno círculo de secretários tem acesso a Cristina, além de seus filhos, a mãe e a irmã. Ela não teve reuniões com seus ministros ou parlamentares.

Nos últimos dias, integrantes do governo destacaram que a presidente permanece sob uma virtual "blindagem" de notícias para evitar eventuais desgostos. Por causa de sua licença, Cristina não esteve presente na reta final da decisiva campanha para as eleições deste domingo, dia 27 de outubro.

As pesquisa indicam que o governo deve sofrer uma nova derrota eleitoral. Segundo as pesquisas, os candidatos do governo, em todo o país, receberiam 30% dos votos, enquanto a oposição, embora fragmentada, aglutinaria 70%. A data da eleição coincide com o terceiro aniversário da morte do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007).

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