Tony Blair enviará soldados ao Golfo Pérsico

Os funcionários do ministério daDefesa em Londres se negaram neste sábado a confirmarinformações publicadas nos jornais The DailyTelegraph e Chicago Tribune, de que a Grã-Bretanha enviará na próximasemana ao Golfo Pérsico até 20.000 soldados para aumentar apressão sobre o presidente iraquiano, Saddam Hussein. Um porta-voz do ministério afirmou que o governo estáelaborando "planos de contingência" para a guerra, mas queainda não havia sido tomada qualquer decisão a respeito da açãomilitar. No entanto, afirmou que o governo "não pode descartara possibilidade de emitir um novo comunicado na próximasemana". As autoridades e os políticos voltarão na próxima semanaao trabalho após as férias de Natal e Ano-Novo, quando tratarãoda pressão militar sobre o Iraque. O primeiro-ministro Tony Blair retornou neste sábado aLondres,após férias de 10 dias com sua família no Egito,informou sua assessoria. Os parlamentares regressam naterça-feira à Câmara dos Comuns. Na segunda e na terça-feiras,os embaixadores britânicos em missão pelo mundo se reunirão emLondres para discutir sobre o tema do Iraque e outros assuntos. Ao participar hoje de um programa da televisãolondrina, o arcebispo sul-africano e prêmio Nobel da Paz DesmondTutu disse estar "profundamente triste" com os preparativos deWashington e Londres para uma guerra contra o Iraque. "Muitos, muitos de nós estamos profundamente tristes dever um grande país como os Estados Unidos ser ajudado e extraordinariamenteapoiado pela Grã-Bretanha", disse Tutu ao programa The JonathanDimbleby. Enquanto os especialistas em armamentos da Organização das Nações Unidas (ONU)intensificam sua procura por armas de destruição em massadirigindo-se à cidade de Mosul (norte do Iraque) para instalarum novo escritório e ampliar o alcance das inspeções, em Bagdá oministro de Relações Exteriores, Naji Sabri, queixou-se, atravésde uma carta ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan,de que os EUA estão violando o direito internacional ao apoiaremmercenários contra o governo de Saddam Hussein.

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