Tony Blair se reunirá nesta segunda com Abbas e Olmert

O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, se reunirá nesta segunda-feira com o presidente palestino, MahmoudAbbas, na "Muqata" da cidade cisjordaniana de Ramalah, e com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, em Jerusalém.Blair, que chegou na noite deste domingo a Tel Aviv, após uma visita ao Iraque, conversará com ambos os líderes sobre a situação na região e, em particular com Abbas, sobre os graves enfrentamentos entre sua organização nacionalista Fatah e o Movimento Islâmico Hamas, do primeiro-ministro Ismail Haniyeh.Pouco depois da chegada do chefe do governo britânico, os dois lados pactuaram na Cidade de Gaza um cessar-fogo que na manhã desta segunda-feira era respeitado, com exceção de isolados tiroteios nas imediações da residência que Abbas possui nessa localidade.Acredita-se que Blair expressará o respaldo de seu país e reafirmará o da União Européia (UE) e dos EUA a Abbas, que no sábado anunciou sua intenção de antecipar as eleições presidenciais e legislativas, após responsabilizar o governo de Haniyeh pela grave crise econômica e a anarquia vivida nos territórios palestinos.Blair também se reunirá na tarde desta segunda-feira com Olmert, cujo governo se mantém à margem dos enfrentamentos entre os palestinos, e com o ministro da Defesa israelense, AmirPeretz.Antes de retornar na terça-feira a Londres, o primeiro-ministro do Reino Unido também deve reunir-se com a ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni.Antecipação das eleiçõesA decisão do presidente e líder do Fatah, MahmoudAbbas, de antecipar as eleições presidenciais e legislativas foi impugnada pelo primeiro-ministro Haniyeh e o Hamas, que ameaça com não participar do pleito. Os fundamentalistas palestinos ganharam com sobras as eleições que ocorreram há menos de um ano na Cisjordânia, Gaza e Jerusalém, e consideram "ilegal" a antecipação do novo pleito.O anúncio do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) desencadeou uma série de violentas manifestações de repúdio por parte de militantes armados do Hamas, e de apoio por parte de seus correligionários do Fatah, em Gaza e na Cisjordânia.Três palestinos morreram e vários milicianos e civis ficaram feridos em intensos tiroteios durante a jornada de violência que precedeu o cessar-fogo pactuado pelos dois lados.

Agencia Estado,

18 de dezembro de 2006 | 05h32

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