Tóquio insiste em sanções apesar de retomada do diálogo

O ministro de Relações Exteriores do Japão, Taro Aso, disse nesta quarta-feira que seu país continuará aplicando suas próprias sanções econômicas à Coréia do Norte, mesmo que o país comunista retome as conversas para desmantelar o seu arsenal nuclear. A informação foi dada em reunião parlamentar sobre política externa e Aso afirmou também que a proibição das importações e o veto aos navios norte-coreanos nos portos japoneses "basicamente se manterão", segundo a agência "Kyodo". China, Estados Unidos e Coréia do Norte acertaram nesta terça-feira, 31, em Pequim retomar o diálogo de seis lados (com Rússia, Coréia do Sul e Japão) "num futuro próximo", após um ano de paralisação. O ministro japonês aprovou a retomada das conversas, mas insistiu que Tóquio pedirá nessa reunião que Pyongyang abandone suas armas nucleares e seus planos de desenvolver um arsenal atômico. Até terça-feira, a Coréia do Norte condicionava seu retorno às negociações ao fim das sanções impostas pelos Estados Unidos a um banco com sede em Macau e a outras entidades financeiras suspeitas de lavar dinheiro e falsificar dólares para o Governo norte-coreano. Com o acordo feito se abriu a possibilidade de discutir o tema das sanções americanas numa nova rodada de negociações multilaterais, em Pequim. Desde que as negociações se estagnaram, em novembro de 2005, Pyongyang disparou seis mísseis, dia 5 de julho, e em 9 de outubro realizou seu primeiro teste nuclear subterrâneo, o que provocou sanções diplomáticas e econômicas da ONU.

Agencia Estado,

01 Novembro 2006 | 02h24

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