Tóquio mantém agenda com EUA após a saída de Rumsfeld

O Japão anunciou nesta quinta-feira que permanecerá fiel a seus compromissos com os Estados Unidos, tanto na reconstrução do Iraque quanto no apoio aos militares americanos em território japonês, após a renúncia do secretário de Defesa Donald Rumsfeld. O porta-voz do governo japonês, Yasuhisa Shiozaki, explicou em entrevista coletiva que a "posição básica" do Japão sobre o Iraque não muda com a renúncia de Rumsfeld. Ele deixou o cargo ontem, em conseqüência da derrota republicana nas eleições de terça-feira. Segundo Shiozaki, o Japão continuará cedendo sua assistência logística aos EUA com aviões de transporte militar baseados no Kuwait. "O importante para o Iraque é se tornar capaz de se sustentar sobre seus próprios pés", afirmou Shiozaki. O Japão foi um dos primeiros países a apoiar os EUA quando o presidente americano, George W. Bush, decidiu invadir o Iraque. Apesar das limitações estabelecidas pela Constituição pacifista japonesa, o Governo aprovou uma lei que permitia o envio ao Iraque de 600 militares, dedicados a trabalhos de reconstrução, em 2004. As tropas foram retiradas em julho deste ano. Shiozaki não acha que o Governo japonês deva se arrepender do apoio à invasão do Iraque. "Devemos examinar o que podemos fazer para apoiar de forma efetiva o Iraque no caminho de sua independência", comentou. O ministro porta-voz também reafirmou o compromisso do Governo japonês com o plano de reorganização da presença americana no Japão, assinado em maio, em Washington, por Rumsfeld e pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, com ministros japoneses. O plano prevê a mudança de parte das forças dos EUA no Japão para o arquipélago de Guam, no Pacífico americano, e a redistribuição das bases americanas em território japonês, com a ampliação de algumas e o fechamento de outras. "O acordo foi um consenso dos dois governos", disse Shiozaki. Amplos setores da população japonesa são contra a presença militar dos EUA em lugares como Okinawa. O arquipélago do sul do Japão abriga boa parte dos cerca de 45 mil soldados americanos no país.

Agencia Estado,

09 Novembro 2006 | 06h39

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