Ministry of Foreign Affairs of Japan via AP
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Tóquio pede mais pressão a Pyongyang após detectar atividade suspeita em alto mar

Autoridades japonesas alegam que um navio norte-coreano entrou em contato com uma embarcação da República Dominicana e caso poderia se tratar de fornecimento ilegal de mercadorias

O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2018 | 04h58
Atualizado 25 Janeiro 2018 | 09h27

TÓQUIO - O governo do Japão insistiu nesta quinta-feira, 25, em seguir pressionando a Coreia do Norte com sanções após detectar um contato suspeito entre um navio norte-coreano e outro supostamente dominicano. O país acredita que poderia se tratar de fornecimento ilegal de mercadorias.

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Tóquio considera que esta atividade noturna e em alto mar dos barcos norte-coreanos "evidencia que as sanções mais restritas impostas pelo Conselho de Segurança da ONU nos últimos meses estão surtindo efeito" e seria necessário adotar mais medidas, disse o vice-ministro porta-voz do Executivo japonês, Yasutoshi Nishimura, em uma entrevista coletiva.

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O governo japonês informou à ONU sobre o contato realizado no dia 20 entre um barco da Coreia do Norte, o Rye Song Gang 1, e um navio com bandeira da República Dominicana, o Yuk Tung, no Mar da China Oriental. Segundo o relato, as embarcações se aproximaram muito, o que consideram ser um possível repasse de bens que violaria as sanções.

O encontro entre os navios foi fotografado por um avião de vigilância P-3C das Forças de Autodefesa do Japão. As imagens foram publicadas na quarta-feira pelo Ministério do Exterior japonês.

O governo da República Dominicana negou o encontro em um comunicado de sua chancelaria, no qual afirmou que o país "não conta com bandeiras nas embarcações do tipo tanque e, por isso, a instituição não tem registro de nenhum barco dominicano localizado nessas latitudes" da Ásia.

A República Dominicana é "respeitosa" com as decisões da ONU e "acata à resolução do Conselho de Segurança do órgão que restringe a venda de derivados de petróleo e outros artigos para a Coreia do Norte", informou o relatório.

Nishimura insistiu que tanto a Guarda Costeira japonesa como as Forças de Autodefesa "seguirão investigando e acompanhando as atividades" da Coreia do Norte. / EFE

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