Yuya Shino/Reuters
Yuya Shino/Reuters

Tóquio protesta contra lançamento de míssil norte-coreano

Premiê japonês, Shinzo Abe, disse ao Parlamento que 'trabalhará com a comunidade internacional' para acabar com o programa de armas de Pyongyang; forças de autodefesa estão em alerta

O Estado de S. Paulo

18 de março de 2016 | 11h01

SEUL - O Japão apresentou nesta sexta-feira, 18, um protesto formal perante a embaixada da Coreia do Norte em Pequim e exigiu que o regime comunista pare com suas provocações depois de Pyongyang efetuar o lançamento de mísseis de médio alcance que caíram em águas próximas do arquipélago japonês.

O primeiro-ministro Shinzo Abe se dirigiu nesta sexta ao parlamento japonês para se referir a esse assunto e disse que Tóquio trabalhará com a comunidade internacional para tentar acabar com os programas de armas de Pyongyang, além de exigir "contenção" ao governo norte-coreano neste momento.

O ministro das Relações Exteriores japonês, Fumio Kishida, considerou, por sua vez, que o lançamento viola as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Já o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, disse em entrevista coletiva que as Forças de Autodefesa do Japão estão em alerta para garantir a segurança do povo japonês em razão do teste balístico de hoje.

A Coreia do Norte lançou na manhã desta sexta-feira dois mísseis de médio alcance do tipo Rodong de uma plataforma móvel situada no litoral oeste do país, sendo que um deles, aparentemente, explodiu em pleno voo.

O projétil que não explodiu no ar percorreu uma distância de aproximadamente 800 quilômetros rumo ao leste, até cair no Mar do Leste (Mar do Japão), em águas pertencentes à Zona de Identificação Aérea (ADIZ, sigla em inglês) japonesa, segundo detalharam autoridades sul-coreanas.

O lançamento acontece em um momento de forte tensão na península da Coreia depois que o regime comunista realizou seu quarto teste nuclear subterrâneo e lançou um satélite a bordo de um foguete, no início do ano, o que foi respondido com duras sanções pelo Conselho de Segurança da ONU.

Além disso, Estados Unidos e Coreia do Sul estão realizando neste momento suas manobras conjuntas anuais em território sul-coreano, algo que o regime liderado por Kim Jong-un denuncia como um ensaio para invadir seu território. / EFE

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