Tóquio quer reunir CS caso míssil norte-coreano seja lançado

O Japão pedirá uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU se a Coréia do Norte fizer o lançamento de teste de um míssil intercontinental, advertiu hoje o ministro de Assuntos Exteriores japonês, Taro Aso.Em um discurso televisionado, Aso disse que se a Coréia do Norte lançar o míssil de longo alcance será inevitável que o Conselho de Segurança da ONU analise a imposição de sanções.Aso disse que, caso o Conselho de Segurança se reúna por esse motivo, o Japão, membro não-permanente do órgão, pedirá a imposição de sanções contra a Coréia do Norte."O Japão já deu início a medidas legislativas que permitam ao país tomar ações legais e pediríamos sua colocação em prática", disse Aso, referindo-se às emendas introduzidas em diversas leis nos últimos anos para aplicar sanções econômicas a um país determinado.Entre essas medidas estão a proibição a navios do país sancionado de atracar em portos japoneses e a suspensão do envio de remessas de dinheiro do Japão para esse país.PreocupaçãoOs Governos de EUA, Japão e Coréia do Sul expressaram nos últimos dias preocupação diante dos sinais evidentes de que a Coréia do Norte estaria prestes a lançar um míssil de longo alcance Taepodong-2, o que seria uma violação da moratória para este tipo de testes assinada por Pyongyang em 1999.Segundo fontes citadas pela imprensa japonesa e sul-coreana, a Coréia do Norte parece ter completado a injeção de combustível em um exemplar do projétil. Ainda segundo a mídia japonesa, tudo leva a crer que o lançamento desse míssil, capaz de alcançar o território americano, pode ocorrer em breve, até mesmo neste domingo, ou no começo da próxima semana.Já o jornal "Sankei", que cita fontes da administração japonesa, afirma que o Governo da Coréia do Norte ordenou que a bandeira nacional tremule hoje em toda a nação e anunciou uma mensagem televisionada para as 14h (2h em Brasília). Segundo o jornal, a mensagem poderia estar relacionada com o lançamento do míssil ainda neste domingo.O regime comunista norte-coreano é um dos mais fechados do planeta, e a confirmação desse tipo de informação é prejudicada pelas restrições à imprensa impostas pelo governo de Pyongyang.De qualquer forma, de acordo com um monitoramento feito em Seul, a TV estatal norte-coreana passava filmes antigos no horário indicado para o pronunciamento.O chefe da agência de defesa do Japão, Fukushiro Nukaga, disse na noite deste domingo que o governo japonês está monitorando de perto os movimentos da Coréia do Norte, e acrescentou que até o momento não houve mudanças na situação.Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, o pedido de hasteamento da bandeira pelo governo norte-coreano é parte das preparações para a comemoração do 42º aniversário da liderança de Kim Jong Il à frente do partido comunista local. A data será comemorada nesta segunda-feira.Ameaça nuclearA Coréia do Norte já possui armas nucleares, como o regime comunista anunciou em fevereiro de 2005, mas não se sabe se Pyongyang possui tecnologia suficiente para carregá-las em mísseis como o Taepodong-2.No sábado, Estados Unidos e Japão advertiram a Coréia do Norte de que poderiam impor sanções econômicas contra o país caso um teste com o míssil seja realizado.Após uma reunião de emergência em Tóquio, o ministro de Assuntos Exteriores japonês, Taro Aso, e o embaixador dos EUA no Japão, Thomas Schieffer, pediram à Coréia do Norte que não faça essa "grave provocação"."Caso façam o lançamento, teremos todas as opções sobre a mesa e consideraríamos diferentes alternativas para convencer Pyongyang a não voltar a fazer um teste como este no futuro", disse Schieffer.

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