Tóquio vai consultar Bush antes de retirar tropas do Iraque

O Japão só vai decidir sobre a retirada definitiva de suas tropas do Iraque em junho, depois de uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, informa hoje a imprensa japonesa. Um contingente de 600 soldados japoneses das chamadas Forças de Autodefesa participa de missões humanitárias desde janeiro de 2004 em Samawa, ao sul do Iraque. Segundo o jornal "Nihon Keizai", as disputas entre facções religiosas e étnicas no Iraque, que impedem a formação de um Governo de coalizão, dificultam a retirada. O ministro de Relações Exteriores japonês, Taro Aso, afirmou que a retirada não vai acontecer ao mesmo tempo que o anúncio do fim da missão. Segundo o jornal, a volta dos soldados pode acontecer depois do mandato do atual primeiro-ministro, Junichiro Koizumi, que acaba em setembro. O Japão aprovou no ano passado mais 12 meses de presença militar no Iraque, até dezembro de 2006. Mas o contingente pode ser retirado antes disso, dependendo das condições da força multinacional dirigida pelos Estados Unidos. Os japoneses não participam de ações armadas, que são proibidas expressamente pela Constituição japonesa. Sua segurança depende dos contingentes aliados. Eles participam apenas de tarefas de reconstrução e reparação de infra-estruturas, além de assistência sanitária e tarefas logísticas. O Japão é um dos principais aliados dos EUA na Guerra do Iraque. Perdoou 80% das dívidas do país e ofereceu ajuda financeira e técnica para projetos petrolíferos e de gás natural.

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