Derek Key/CC
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Torre Eiffel deve ganhar barreira de vidro antiterrorismo

Barreira de proteção visa controlar o acesso de visitantes, ao mesmo tempo em que os protegeria de atentados terroristas, como o vivido em 13 de novembro em Paris e Saint-Denis; projeto está em desenho e licitação prevê construção até o fim de 2017

Andrei Netto, CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S. Paulo

09 Fevereiro 2017 | 15h11
Atualizado 27 Fevereiro 2018 | 13h10

PARIS - Exatos 130 anos após do início de sua construção, a Torre Eiffel, um dos pontos turísticos mais famosos do mundo, passará por uma de suas mais sensíveis reformas. Pressionada por dois anos de atentados terroristas, que ainda deixam a França em estado de emergência em razão do risco de novos ataques, a prefeitura de Paris anunciou nesta quinta-feira, 19, que deve tornar definitiva a cerca instalada em torno da Dama de Ferro. 

Em lugar de grades metálicas, instaladas em agosto passado de forma provisória, muros de vidros à prova de balas com 2,5 metros de altura deverão ser instalados até o fim de 2017 para controlar o acesso e proteger os visitantes. Atualmente, a torre de 324 metros de altura, que recebe cerca de 7 milhões de visitantes por ano, tem uma cerca de metal de proteção ao redor de sua base, instalada temporariamente para o Campeonato Europeu de Futebol de 2016. 

O perímetro de segurança equivale a todo o quarteirão em torno do monumento, seccionando o Champs de Mars, o parque no qual a construção está localizada. A administração garante que estudos de impacto arquitetônico foram realizados e a melhor saída encontrada foi a barreira de vidros. Mas daqui para a frente será impossível circular pela área da torre sem passar por controles de segurança, como foi o caso até entre 1889 e 2015. 

A decisão foi tomada a pedido da Chefia de Polícia, subordinada ao Ministério do Interior, órgão que considera o monumento um dos mais visados para um atentado terrorista do tipo realizado em 13 de novembro de 2015, quando homens armados e vestindo cinturões de explosivos atacaram em Paris e Saint-Denis. 

Segundo a prefeitura de Paris, o objetivo é proteger o sítio, sem transformá-lo em um bunker, o que sacrificaria a beleza do ponto turístico mais visitado do mundo. "Temos três objetivos: melhorar o visual, facilitar o acesso e reforçar a proteção de visitantes e funcionários", disse Jean-François Martins, funcionário da prefeitura, em um comunicado. O custo do projeto será de cerca de 20 milhões de euros, noticiou o jornal Le Parisien.

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