Tortura de mulheres é generalizada no mundo

A tortura de mulheres e meninas é generalizada e muitas sofrem nas mãos de pessoas que conhecem, informa o relatório "Corpos Quebrados, Mentes Destroçadas", divulgado nesta terça-feira pela Anistia Internacional. "A percepção comum é de que a tortura ocorre nas delegacias de polícia", disse Angelika Pathak, do Grupo de Direitos Humanos. "Isso não é verdade. Ela é um fenômeno global, que ocorre em muitos contextos. Baseia-se na discriminação." Em todos os países mulheres são espancadas e violentadas por maridos ou namorados e, nos mais pobres, são forçadas a se casar ou a integrar redes de tráfico humano.Segundo o Banco Mundial, pelo menos 20% das mulheres já foram vítimas de violência física ou sexual. Um informe oficial norte-americano calcula que a cada 15 segundos uma mulher é espancada, e 700 mil são violentadas por ano. Na Índia, mais de 40% das mulheres casadas afirmam ter sofrido algum tipo de agressão sexual. No Egito, 30% confessam ter sido espancadas por seus maridos. As empregadas domésticas estrangeiras também costumam ser maltratadas por seus patrões, denuncia a Anistia. Por serem imigrantes, raramente podem reclamar ou conseguir indenizações.Também há denúncias de "crimes contra a honra", que podem ir da tortura ao homicídio em países como Iraque, Jordânia, Paquistão e Turquia.

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