Total de famintos aumentou em 200 milhões, diz ONU

A maioria dos países em desenvolvimento está pagando mais por comida, apesar das quedas registradas no mercado de commodities durante a crise econômica mundial. Com isso, mais 200 milhões de pessoas começaram a passar fome nos últimos dois anos, informou hoje o Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU).

AE-AP, Agencia Estado

26 de outubro de 2009 | 16h37

A diretora executiva da agência, Josette Sheeran, citou as mudanças climáticas, o aumento dos preços dos combustíveis e a queda de renda pela situação. Ela disse que o número de "famintos em situação de emergência" atingiu agora o nível mais alto, de 1,02 bilhão de pessoas.

"Uma em cada seis pessoas vai acordar sem ter certeza de que poderá encher uma xícara de comida", disse Sheeran. "A fome está em marcha".

Ela disse que, enquanto os preços caíram nos mercados globais de commodities por causa da crise financeira, o preço subiu na maioria dos alimentos nos países em desenvolvimento.

"A crise alimentar não acabou. Temos uma anomalia acontecendo. Nos grandes mercados globais, os preços estão baixos, mas 80% das commodities no mundo em desenvolvimento têm preços mais altos hoje do que estavam um ano atrás, e os preços de um ano atrás eram duas vezes maiores do que antes", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
fomefamintosONU

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.