Total de mortos no Quênia chega a 1.000; partidos negociam

Cruz Vermelha diz que conflitos no oeste do Quênia entre grupos étnicos rivais aumentaram mortes

REUTERS

05 de fevereiro de 2008 | 09h48

O número total de mortos nos conflitos no Quênia após a eleição presidencial do ano passado chegou a 1.000, informou a Cruz Vermelha nesta terça-feira, 5, quando líderes políticos adversários iniciaram a parte mais delicada de suas negociações de paz até o momento.  Conflitos no oeste do Quênia nos últimos dias entre grupos étnicos rivais aumentaram o número de mortos, disse a Cruz Vermelha.  "Mil pessoas morreram desde o início do conflito", disse o chefe da Cruz Vermelha, Abbas Gullet, em entrevista coletiva em Nairóbi.  A maioria das mortes foi resultado de conflitos étnicos, brigas entre manifestantes e policiais, e assaltos, em um dos piores momentos da história do Quênia desde sua independência da Grã-Bretanha, há 44 anos.  O que começou como uma disputa sobre a reeleição do presidente Mwai Kibaki em 27 de dezembro, acabou se tornando em ondas de assassinato entre tribos rivais que sempre se desentenderam a respeito da divisão de terras, riqueza e poder deixada pelo regime colonial britânico.  Cerca de 304.000 quenianos ficaram desabrigados pela crise, de acordo com a Cruz Vermelha, porém o número deve crescer.  Sob mediação do ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, o governo e a oposição concordaram na segunda-feira alguns itens para conter a violência e ajudar os desabrigados.  Nesta terça-feira, eles começam o item número três da agenda -- "a crise política crescente após os resultados contestados da eleição presidencial."  Essa é a principal questão a ser resolvida pelo governo de Kibaki e a oposição, liderada por Raila Odinga, até metade de fevereiro, prazo estabelecido por Annan.

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