Total de mortos pela repressão na Guiné chega a 157

A repressão a um protesto pela volta da democracia a Guiné deixou pelo menos 157 mortos, ontem, segundo a Organização Guineana para a Defesa dos Direitos Humanos, que menciona outras 1.200 pessoas feridas. O governo do país confirma a morte de 57 pessoas, a maioria delas pisoteada durante a manifestação. O governo também afirma que iniciou uma investigação para descobrir quem deu ordens aos soldados para abrirem fogo contra os manifestantes, que ocupavam o principal estádio de futebol da capital e reuniram cerca de 50 mil pessoas.

AE, Agencia Estado

29 de setembro de 2009 | 18h31

O líder militar do país, capitão Moussa "Dadis" Camara, que tomou o poder em dezembro em um golpe de Estado, disse na noite de ontem a uma rádio francesa que o tiroteio foi causado por membros da guarda presidencial. Segundo ele, porém, o incidente estava fora de seu controle.

Camara tomou o poder em um golpe horas após a morte do ditador Lansana Conté. Camara disse inicialmente que não participaria de uma eleição, mas recentemente afirmou que tinha o direito de fazê-lo, caso quisesse. Os manifestantes temem que o país siga sem democracia.

O Ministério do Interior chamou a manifestação de "ilegal" em comunicado divulgado hoje. Também diz que o presidente expressou suas condolências às famílias que perderam seus entes queridos.

O ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, afirmou que seu país está suspendendo a cooperação militar com a Guiné. Em comunicado, Kouchner disse ainda que Paris está reavaliando o auxílio que envia ao país africano. Segundo o ministro, os membros da União Europeia terão um encontro amanhã onde será avaliada a situação na Guiné.

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