REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Totalmente arrasado, Porto Rico se prepara para inundações do furacão Maria

Trump declaro território caribenho como zona de "grande desastre", liberando fundos federais para atender à devastação

O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2017 | 13h03

SAN JUAN - Porto Rico foi "totalmente arrasado" na passagem do furacão Maria e agora se prepara para inundações provocadas pelas chuvas trazidas pela tempestade, declarou nesta quinta-feira sobre este território dos Estados Unidos no Caribe.

"Porto Rico foi totalmente arrasado.Porto Rico foi muito, muito, muito atingido.", afirmou a jornalistas o presidente americano, Donald Trump. "A rede elétrica está destruída."

Mais cedo, Trump declarou o território caribenho como zona de "grande desastre", liberando fundos federais para atender à devastação causada do furacão Maria. "O presidente Donald Trump ordenou assistência federal para complementar os esforços de recuperação locais do território nas áreas afetadas pelo furacão Maria", indicou a Casa Branca em um comunicado. 

O Centro Nacional de Furacões americano (NHC, na sigla em inglês) anunciou que a ilha deve esperar entre 500 e 750 milímetros de chuva até sábado, chegando a até 900 milímetros em alguns locais.

"Se puderem, vão para locais altos AGORA", alertava nesta quinta-feira ao amanhecer o serviço meteorológico nacional, falando de inundações "catastróficas" e de risco de deslizamentos.

Oscilando entre as categorias 4 e 5 (a mais alta) quando atingiu Porto Rico, o furacãoprovocou "a tempestade mais devastadora em um século" na ilha, declarou o governador de Porto Rico, Ricardo Rossello. O furacão mais catastrófico a atingir a ilha foi Okeechobee, conhecido como San Felipe Segundo, em 1928, que matou 300 pessoas.

"Houve muitas inundações, muitas infraestruturas danificadas, o sistema de telecomunicações foi parcialmente destruído, e a infraestrutura elétrica não está funcionando", disse o governador à CNN.

A infraestrutura elétrica já havia sido danificada pelo Irma e, desta vez, "receio que os danos sejam muito severos", acrescentou Rossello, avaliando que "se for esse o caso, pode ser uma história de meses, não dias, para colocar tudo em ordem novamente". Toda a ilha está sem eletricidade.

A devastação foi "praticamente absoluta", afirmou, aos prantos, a prefeita da capital, Carmen Lulin Cruz, acrescentando que "muitas partes de San Juan estão completamente inundadas". "Nossa vida como a conhecemos mudou."

Um homem morreu em Bayamon, no nordeste da ilha, atingido por uma tábua que ele havia utilizado para bloquear uma janela e que o vento arrancou, relatou o governo. Nos abrigos, todos testemunham a violência de Maria.

"Quando os ventos começaram a soprar (...) tivemos que subir para o segundo e o terceiro andares com todas as nossas coisas e os cachorros", conta Suzette Vega, de 49 anos, à AFP por telefone. Ela encontrou refúgio com outras 1.200 pessoas em uma casa de shows em San Juan. "Quando olhei para cima, vi o telhado tremer como uma folha. Perguntei se era feito de papelão. Disseram que não, que era de cimento."

No centro da capital, Imy Rigau, de 53, viu seu apartamento ser invadido pela água depois que o teto voou. "A água descia pelas escadas como uma cachoeira", relata Imy, muito abalada. "Estamos presos no corredor."/AFP

 

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