Toyota será julgada por acidente ocorrido em 2006

Esse caso é o primeiro a ser julgado e pode determinar se a Toyota deve ser responsabilizada pela repentina aceleração em seus veículos

STEFÂNIA AKEL, Agência Estado

21 de julho de 2013 | 15h56

Começa nesta segunda-feira, 22, o julgamento do primeiro caso de aceleração repentina de carros da Toyota, que deixou uma vítima fatal em 2006. A vítima é Noriko Uno, de 66 anos, que era conhecida por ser uma motorista cautelosa e que em quatro anos com seu modelo Camry tinha rodado apenas 16 mil quilômetros. Num certo dia, o carro começou a acelerar repentinamente para até 160 km/hora numa via onde o limite era de 48 km/h. Noriko fez o que pôde para desacelerar, pisando no freio e puxando o freio de mão enquanto tentava não atingir outros veículos. A motorista morreu quando seu carro atingiu um poste e uma árvore.

Esse caso é o primeiro a ser julgado e pode determinar se a Toyota deve ser responsabilizada pela repentina aceleração em seus veículos - uma alegação feita por diversos motoristas e que levou a processos, acordos e recalls de milhões de carros. "A Toyota decidiu tornar a segurança uma opção em vez de um padrão em seus veículos", disse o advogado Garo Mardirossian, que representa a família de Noriko Uno.

Já a Toyota afirma que não havia defeito no Camry de Noriko. A montadora tem dito que o motivo dos acidentes é que os pedais de aceleração ficaram presos no tapete do carro. Mas a companhia já realizou acordos e concordou em pagar mais de US$ 1 bilhão para resolver processos judiciais. O julgamento sobre o caso de Noriko começa nesta segunda-feira e deve durar dois meses. Fonte: Associated Press.

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