Trabalhadores aderem à greve marcada pelos empresários na Venezuela

O maior sindicato de trabalhadores da Venezuela decidiu nesta terça-feira apoiar a greve geral de 10 de dezembro, convocada pelos empresários para protestar contra o governo do presidente Hugo Chávez. Em um fato sem precedentes nas últimas quatro décadas, a Confederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV) concordou em unir-se à iniciativa empresarial e convocar uma greve em defesa "da democracia, do diálogo social e dos direitos do povo trabalhador". O presidente da CTV, Carlos Ortega, disse que o objetivo do protesto é exigir que Chávez "abra um diálogo nacional em razão da tremenda crise enfrentada pelo país". Para o presidente da maior organização empresarial do país, Pedro Carmona, o apoio dos trabalhadores garantirá "um êxito estrondoso" ao movimento. À frente da entrevista à imprensa convocada hoje pela CTV para anunciar a medida estava Carlos Ortega, um veterano integrante da cúpula sindical, líder do partido Ação Democrática (AD) e opositor de Chávez. Ainda hoje, o maior sindicato de proprietários de jornais venezuelanos aderiu à greve do dia 10. Neste dia, pela primeira vez em mais de 40 anos, mais de uma dezena de jornais da capital e do interior do país não circularão.Os empresários acusam Chávez de impor um pacote de 49 leis que supostamente "violam a propriedade privada", por serem "estatizantes e intervencionistas", enquanto o governo diz que elas são apoiadas pelos setores mais frágeis da sociedade, como os camponeses e pescadores artesanais.

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