Trabalhadores de Fukushima são evacuados por alto risco de radiação

Segundo agência de notícias local, as emissões de radiação procedam dos reatores números 2 e 3 da usina

Efe

16 de março de 2011 | 02h35

TÓQUIO - A Agência de Segurança Nuclear japonesa fez o apelo nesta quarta-feira, 16, para que os trabalhadores que permanecem na usina nuclear de Fukushima abandonem a central devido ao alto risco de radiação.

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Acredita-se que as emissões de radiação procedam dos reatores números 2 e 3 da usina, enquanto houve um incêndio nesta quarta-feira no reator 4, segundo a agência local "Kyodo".

O nível de ionização chegou a superar brevemente os 10 milisievert por hora na usina na manhã desta quarta-feira, e, devido ao alto nível de radiação, os trabalhadores tiveram que parar os trabalhos de refrigeração.

Parte da estrutura que protege o reator número 3 pode ter ficado danificada e estar emitindo um alto nível de radiação, anunciou hoje o porta-voz do Governo japonês, Yukio Edano.

Deste reator saíram na manhã desta quarta colunas de fumaça branca, que, segundo Edano, seria vapor procedente do poço onde são armazenadas barras de combustível atômico já utilizadas.

A empresa operadora da usina, a Tokyo Electric Power (Tepco), publicou nesta quarta-feira uma fotografia do edifício do reator número 4, e na imagem se vê que uma grande parte da parede exterior desmoronou.

No quarto andar há um buraco de oito metros de diâmetro e seu interior pode ser visto através desta abertura, causado por outro incêndio na terça.

Hoje também foi divulgado que ficaram total ou parcialmente danificadas as barras de combustível atômico dos reatores 1 e 2 pela situação gerada na usina depois do terremoto do dia 11.

Além disso, continua diminuindo o nível de água no reator 5, que, assim como o reator 6, está apagado mas enfrenta problemas.

Por outra parte, Edano anunciou que o Governo autorizou que seja elevado a 250 milisievert o limite para os trabalhadores de Fukushima devido à situação de emergência nuclear pela crise nuclear.

A medida, aprovada pelos Ministérios de Saúde e Trabalho, permitirá que os operários voltem às tarefas de refrigeração dos reatores danificados, embora não se saiba se terá impacto sobre sua saúde.

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