Trabalhistas anunciam que não se unirão ao Likud após eleições

O Partido Trabalhista anunciou nesta terça-feira que não participará de um eventual futuro governo liderado por Ariel Sharon - uma decisão dramática que poderá jogar Israel num limbo político após as eleições gerais de 28 de janeiro.A decisão trabalhista pode significar que nem Sharon nem o líder trabalhista Amram Mitzna sejam capazes de montar uma coalizão de governo estável, o que poderia ocasionar, inclusive, uma nova eleição no país.Mitzna fez seu anúncio na sede do partido em Tel-Aviv rodeado por quase todos os 26 deputados trabalhistas no Knesset (Parlamento). "Não participaremos de nenhum governo lideradopor Sharon", garantiu Mitzna. "Somos nós ou ele. Ninguém quevota no Partido Trabalhista quer Sharon."Comentaristas israelenses disseram que a decisão parecia ser uma tentativa desesperada dos trabalhistas para angariar votos entre os eleitores indecisos depois de as últimas pesquisas sugerirem que o partido não conseguirá mais do que 20 cadeiras num parlamento de 120.Uma pesquisa interna dos trabalhistas indica que o partido conseguiria três ou quatro assentos a mais se declarasse enfaticamente que não participará de um eventual futuro governoliderado por Sharon, inforomou o jornal Haaretz.Também nesta terça-feira, Sharon manifestou preferência por umnovo governo de união nacional entre seu Likud e os trabalhistas. Em entrevista a William Safire, do The New York Times, ele disse que não quer um governo limitado apenas aos partidos de extrema direita.

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