Trabalhistas aprovam plano de paz de Ben-Eliezer

Uma comissão do moderado Partido Trabalhista votou nesta quinta-feira a favor da aceitação de um plano de paz do líder do partido, o ministro da Defesa Binyamin Ben-Eliezer, após acirrado debate sobre propostas apresentadas por rivais.A decisão marca um êxito de Ben-Eliezer, de 65 anos, que defende um acordo negociado com os palestinos, que incluiria o governo compartilhado de Jerusalém. Seu plano venceu os outros, inclusive o do deputado Haim Ramon, que propôs um recuo das tropas israelenses na maior parte da Cisjordânia sem um acordo prévio de fronteira com os palestinos.Ramon, de 52 anos, alertou que Ben-Eliezer - parceiro-chave na coalizão de governo do primeiro-ministro Ariel Sharon por ser líder do Partido Trabalhista - tem políticas muito parecidas com as de Sharon.Ele criticou especialmente uma decisão adotada esta semana por Sharon e seus principais ministros de enviar tropas para reocupar áreas palestinas em retaliação a um atentado suicida em Jerusalém. Ramon e Ben-Eliezer disputam a indicação do partido às eleições para primeiro-ministro previstas para novembro de 2003.Ben-Eliezer declarou opor-se energicamente à reocupação dos territórios a longo prazo. "Sou completamente contra a tomada permanente de territórios. Não concordei com nenhuma medida punitiva de ocupação", enfatizou Ben-Eliezer em entrevista à Rádio Israel.No entanto, políticos religiosos e de extrema-direita, bastante influentes no governo israelense, têm pressionado Sharon pela retomada do controle sobre toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza e o envio do presidente da Autoridade Palestina (AP), Yasser Arafat, e de seus altos assessores de volta para o exílio na Tunísia - onde estavam antes da criação das áreas autônomas.O ministro disse não concordar com o retorno à situação que precedeu a criação da Autoridade Palestina (AP), em 1994, após a assinatura dos acordos de paz de Oslo. "A intenção é permanecer no local por causa da presente realidade", frisou, referindo-se aos atentados. O chanceler Shimon Peres, também trabalhista, afirmou à TV israelense: "Somos contra a dissolução da Autoridade Palestina. Somos a favor de ações preventivas, onde for possível."Grandes Acontecimentos InternacionaisESPECIAL ORIENTE MÉDIO

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